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Diplomacia

Relações Brasil – EUA afetadas pelo Irã

As relações do Brasil com os Estados Unidos enfrentam desgastes que podem ser agravados a partir de janeiro com a posse do novo presidente brasileiro.

É o que pensa Michael Shifter, presidente do Diálogo Interamericano que tem sede em Washington.

De divergências pontuais, como a decisão brasileira de não reconhecer o governo eleito de Honduras, a relação azedou de vez depois que o Brasil decidiu defender o Irã em relação ao seu Programa Nuclear.

Na avaliação de Shifter, a herança de Lula poderá ser maldita para o seu sucessor neste aspecto.

Ele lembra que o primeiro presidente convidado por Barack Obama para reunir-se com ele na Casa Branca, foi Lula.

Havia a expectativa de que ambos os países firmassem uma Aliança Estratégica, o que não aconteceu.

Lula também foi um dos primeiros a criticar o acordo militar firmado pelos Estados Unidos com a Colômbia e cobrou publicamente garantias dos dois governos quanto às operações militares conjuntas.

Desde o início da administração Obama, diplomatas norte-americanos em Brasília informam que Lula está longe de ser um amigo dos Estados Unidos.

Vários deles se queixam de que Washington insistiu numa aposta errada.

Brasil e Estados Unidos divergem ainda quanto ao protecionismo agrícola e às taxas aplicadas ao etanol brasileiro no mercado norte-americano.

Irã

No entanto, nenhum problema foi mais grave que o apoio do Brasil ao Irã.

Os Estados Unidos acusam Lula de legitimar um regime que trabalha para desenvolver armas de destruição em massa.

Lula por sua vez, deixou claro que a decisão dos Estados Unidos de ignorar o acordo firmado em Teerã, com o aval da Turquia, representa traição aos esforços brasileiros.

O próprio embaixador norte-americano em Brasília, Thomas Shannon, reconheceu que “há uma área significativa de desacordo quanto ao tema Irã e seguimos divergindo quanto às sanções que devem ser impostas”, afirmou.

Por outro lado, os Estados Unidos apostam que o novo presidente do Brasil não terá o peso internacional de Lula e que isso implicará uma redução do perfil político do país na cena internacional.

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