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26/12/2014
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26/12/2014

Diplomacia

Relações Brasil-Líbano serão fortalecidas e Exército poderá ser enviado

Brasília – No que depender do próximo embaixador do Brasil no Líbano, Jorge Geraldo Kadri, as relações bilaterais serão fortalecidas e ampliadas. Kadri quer aumentar o comércio e estreitar as relações em áreas como educação e cultura. Um batalhão do Exército também poderá somar-se aos brasileiros que já integram a missão da ONU naquele país.

Ele disse também que o acordo quadro entre o Líbano e o Mercosul, assinado este mês, irá reduzir as alíquotas de importações de alguns produtos e, assim, ampliar o fluxo comercial entre o Líbano, Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai e Uruguai.

Jorge Kadri deixa o posto de embaixador do Brasil em Varsóvia, na Polônia, para assumir o cargo em Beirute no mês de fevereiro. Ele já atuou na Espanha, Austrália, Paraguai, e Guiné Bissau, e está no Itamaraty desde 1982.

Além disso, o embaixador é filho e neto de libaneses e pediu para atuar naquele país. Segundo ele, as relações bilaterais são compostas de três pilares que podem ser aprofundados: político, cultural e econômico-comercial.

“No pilar político as relações entre Brasil e Líbano e do Brasil com os países árabes são boas. Mesmo assim, é possível obter avanços. No pilar cultural e educacional há um longo caminho a percorrer, inclusive com a inclusão do Líbano no programa Ciência sem Fronteiras. E no terceiro tripé, que é o econômico-comercial, talvez pudesse sofrer um impulso maior. Muito embora o comércio bilateral esteja em torno de US$ 370 milhões, nós vendemos cerca de US$ 350 milhões e compramos US$ 20 milhões, o que é muito pouco”, afirmou.

Antes da assinatura do acordo quadro de cooperação entre Líbano e Mercosul, o chanceler libanês Gebran Bassil passou pelo Brasil para só então seguir para a Argentina para participar da Cúpula do Mercosul.

“Esse acordo quadro é aquele [em] que vão negociar a lista de produtos que vai compor a pauta de produtos que terão seus preços diminuídos, alíquota de importação, isso vai ajudar bastante o Líbano em alguns produtos básicos, entre eles o vinho, azeite, cereja, e frutas frescas”, afirmou Kadri.

O embaixador afirmou que existe um “desejo grande” dos libaneses em assinar um acordo de promoção de investimentos e outro para evitar a bitributação, situação em que um mesmo fato gerador de receita, como uma exportação, é tributado no país de origem e no de destino.

“Isso vai facilitar as coisas para o Líbano e outros países que por meio do país árabe querem investir no Brasil, pois vamos cobrar menos pelo investimento. Fica mais competitivo. Essa é outra vertente que a gente pretende trabalhar”, disse.

UNIFIL

O diplomata lembrou ainda que há 11 jovens militares libaneses na Marinha brasileira e que ele pretende ampliar a cooperação bilateral na área educacional militar.

O Brasil também comanda a Força-Tarefa Marítima da Unifil, missão das Nações Unidas no Líbano. Trata-se de uma força de paz na região onde o Brasil mantém uma fragata com 270 homens, um almirante e mais um navio.

De acordo com o diplomata, o Brasil avalia a possibilidade de enviar um batalhão do Exército para compor este programa. Além disso, o Brasil participou de reuniões do Grupo Internacional de Apoio ao Líbano (Gial) criado para discutir estratégias de fortalecimento do Exército libanês e os refugiados que estão no país.

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