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Câmara dos Deputados

Renúncia de Severino Cavalcanti não põe fim à crise política

Como era esperado, Severino Cavalcanti renunciou ao mandato de deputado federal na tarde desta quarta-feira. Ele deixa a presidência sete meses depois de receber 300 votos da oposição e da base governista, dividida entre dois candidatos. Ele reafirmou que voltará à Câmara em 2006.

No entanto, a renúncia de Severino Cavalcanti está longe de pôr fim à crise política. A Câmara tem cinco sessões que serão contadas a partir desta sexta-feira, para eleger um novo presidente.

A falta de consenso poderá criar ainda mais problemas para o Partido dos Trabalhadores que não consegue se entender em torno de um nome palatável para a oposição.

Por outro lado, o Procurador-Geral da República, Antonio Fernando Souza, vai pedir ao Supremo Tribunal Federal [STF], que inicie processo contra o ex-deputado. Segundo ele, os elementos que possui [extratos bancários] são suficientes para abrir um processo contra Cavalcanti.

Severino Cavalcanti é o primeiro presidente da Câmara a renunciar ao mandato no exercício do cargo. Em seu discurso, atacou o governo pelo excesso de medidas provisórias e insuflou os colegas de baixo clero a não aceitarem que a “elitezinha” volte a mandar na Câmara.

Sucessão

O Partido dos Trabalhadores continua batendo cabeça e não sabe que nome indicar para o lugar de Severino. Enquanto isso, a oposição trabalha com dois nomes, ambos vetados pelo Planalto: Michel Temer [PMDB-SP] e José Thomaz Nonô [PFL-AL], que assumiu o comando da Casa por cinco sessões. Ele é o vice-presidente da Câmara.

Enquanto os partidos não se entendem em torno de um nome de consenso, o país fica à espera da votação de projetos importantes como o Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, as Parcerias Público-Privadas e a conclusão da votação da MP do BEM.

Nesta quinta-feira, a Confederação Nacional da Indústria advertiu que a crise política já produz efeitos negativos na economia. Além disso, os principais líderes políticos sabem que a crise vai acabar atingindo todos os partidos nas eleições de 2006, dada a frustração da sociedade com a classe política.

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