Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h34

Minustah

26 de fevereiro de 2010
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de Porto Príncipe



Nos últimos 25 anos, o Haiti sofreu oito intervenções. Nenhuma produziu resultados sólidos.



Em outubro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas se reúne para aprovar a 11ª resolução prorrogando o mandato da Minustah, sob comando do Brasil.



Na avaliação de Edmond Mulet, representante do Secretário-Geral da ONU para o Haiti – ele substitui o tunisiano Hédi Annabi, que faleceu no terremoto de janeiro -, “os desafios são imensos. Nem a comunidade internacional e nem os haitianos compreenderam o que ocorreu”.



Mulet destacou que os países doadores precisam fazer um exame de consciência sobre a ajuda humanitária. E os haitianos, uma reflexão acerca de suas próprias responsabilidades.



Segundo ele, “continuaremos dando voltas se não atacarmos certos problemas”.



Para o guatemalteco, é inconcebível que o Haiti não possua um sistema de registros de nascimento e de propriedade, o que impede que empresas estrangeiras invistam na construção de unidades no país.



“O Haiti necessita de 500 km de rodovias e reclama por isso há 25 anos. Com US$ 500 milhões, transformamos o país”, afirmou Mulet.



Ele acredita que a situação de urgência dure por pelo menos mais 14 meses e que a chegada das chuvas pode agravar ainda mais a situação pós-terremoto, pois o terreno foi fragilizado por conta dos tremores.



Edmond Mulet aposta na diáspora haitiana para que a realidade do país sofra transformações significativas. Cerca de 4 milhões de haitianos vivem nos Estados Unidos, Canadá e Europa.



Grande parte dessas pessoas possui curso superior com pós-graduação em várias áreas e já manifestaram interesse em retornar ao Haiti.



No entanto, a Constituição do país não aceita a dupla nacionalidade. Os que se naturalizaram, perderam a condição de haitianos, o que lhes impede de adquirir propriedades no país.



Análise da Notícia



O terremoto dizimou o Haiti. Não se tem um número exato de mortos. Tudo no país é estimado.



Algo pior ainda pode está por vir.



O fato concreto é que a tragédia representa uma oportunidade para que o Haiti seja reconstruído sob bases mais sólidas.



Esse processo exige que todos os esforços empreendidos sejam canalizados para as obras de recuperação da infra-estrutura e a qualificação da população para que os empregos possam ser gerados.



No dia 31 de março, os países doadores se reúnem para discutir como ajudar o Haiti a se ajudar.



A quantidade de gente e de organizações no país não significa necessariamente melhorias para a população.



A população tende a perder a paciência.



Nesta sexta-feira, estive no centro de Porto Príncipe e em alguns bairros controlados por forças brasileiras.



As pessoas que vivem agora em barracas, querem casa. Reclamam que sequer podem deixar o país, pois perderiam o próprio chão.



Jovens querem trabalho, mas também querem estudar. Os que falam português dizem que não são ouvidos sobre o que o governo deve atacar primeiro.



Políticos e diplomatas dizem que as coisas começam a voltar à normalidade, mas o fato é que o Haiti só está pior do que já era.


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