Brasília, 21 de fevereiro de 2019 - 07h58

Diplomacia

23 de junho de 2016
por: InfoRel
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Brasília - O Subsecretário de Estado dos Estados Unidos e ex-embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, reuniu-se com o líder da oposição e governador de Miranda, na Venezuela, Henrique Capriles, e o presidente daquele país, Nicolás Maduro, para buscar formas de viabilizar um diálogo construtivo entre as partes.



A viagem de Shannon à Venezuela foi acertada na semana passada pelo Secretário de Estado, John Kerry, e a ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez. Na oportunidade, Kerry afirmou que Washington não trabalhará pela suspensão ou expulsão da Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA).



Nesta quinta-feira, 23, o Conselho Permanente da entidade se reúne para discutir o informe sobre a crise venezuelana elaborado pelo Secretário-Geral da entidade, Luis Almagro. Por falta de interesse, a UNASUL cancelou a reunião de chanceleres do bloco que seria realizada também nesta quinta-feira, 23, em Mitad del Mundo. A UNASUL é vista como um órgão assessor do governo Maduro pela maioria dos países da região.



Na conversa que manteve com Shannon, Capriles afirmou que não há diálogo entre oposição e governo na Venezuela. Segundo ele, “o que existe na Venezuela é um chamado ao diálogo por parte do presidente Maduro, hipócrita e falso com o único objetivo de ganhar tempo e evitar a realização do referendo revocatório do seu mandato”.



Nicolás Maduro também recebeu Thomas Shannon para tratar da normalização das relações bilaterais entre Venezuela e Estados Unidos. Há cinco anos os dois países não têm embaixadores em Caracas e Washington. O ex-embaixador venezuelano em Brasília, Maximilien Arveláiz, chegou a ser nomeado e permaneceu por um ano e meio nos Estados Unidos sem receber o beneplácito do governo norte-americano.



O presidente da Venezuela afirmou estar pronto para nomear outro diplomata, mas deixou claro que “as relações devem dar-se eles lá e nós aqui”. Esta é a segunda vez que Thomas Shannon tenta aproximar os dois países. Há um ano, as conversas fracassaram e foram congeladas.