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23/01/2017
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23/01/2017

V CELAC

República Dominicana entre as atenções continental e interna pelos escândalos de Odebrecht e Embraer

Marcelo Rech, especial da República Dominicana

Punta Cana – A República Dominicana recebe pela primeira vez uma cúpula que reúne 33 países e em junho, sediará a Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA). E o momento não poderia ser mais delicado uma vez que as atenções estão entre o encontro latino-americano e caribenho e os escândalos envolvendo o pagamento de suborno por parte das brasileiras Odebrecht e Embraer, no país.

De acordo com a organização, a V Cúpula da CELAC receberá 13 presidentes, dois primeiros-ministros, 30 chanceleres e quatro primeiras damas, além de representantes de organismos extrarregionais e regionais. O evento termina no dia 25 com a reunião dos Chefes de Estado e de Governo.

Esta também será a primeira reunião de líderes políticos latino-americanos e caribenhos após a posse do presidente norte-americano Donald Trump. Suas ameaças de deportação em massa de ilegais e de construir um muro para separar os Estados Unidos do México, são temas que serão tratados a partir desta segunda-feira, 23, em Punta Cana. Vários dos líderes regionais já demonstraram contrariedade com as políticas anunciadas por Washington para a comunidade latina naquele país.

Por conta dessas controvérsias e por temas da agenda regional, há previsão de que os mandatários dos países que integram a Aliança Bolivariana das Américas (ALBA), Bolívia, Cuba, Equador, Nicarágua e Venezuela, se reúnam em Punta Cana, para discutir o cenário regional, principalmente por conta da perda de poder pelos governos ditos progressistas e o avanço de forças políticas classificadas por eles como conservadores ou de direita.

A V CELAC deverá produzir ainda uma Declaração Política e pelo menos outras 20 declarações especiais sobre temas como segurança alimentar, migração, desenvolvimento, drogas, desarmamento nuclear, Guantánamo, políticas de gênero, embargo econômico contra Cuba, soberania argentina das Ilhas Malvinas, sistemas de saúde sustentáveis, línguas originais e Agenda 2030.

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