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República Dominicana oferece oportunidades de negó

República Dominicana oferece oportunidades de negócios com o Brasil

Eddy Martínez, diretor do Centro de Exportação e Investimento (CEI-RD) da República Dominicana, afirmou que o país quer consolidar suas relações comerciais com o Brasil, principalmente nos setores de calçados, etanol, construção e manufatura.

Em evento realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários brasileiros se mostraram otimistas com as possibilidades de alianças de negócios com parceiros dominicanos.

Para os empresários brasileiros e sul-americanos em geral, a República Dominicana tem, entre outras vantagens, uma posição geográfica estratégica, um clima de estabilidade que estimula os negócios e um acesso preferencial aos mercados dos Estados Unidos e da América Central.

“A América Central e o Caribe possuem um grande mercado, além disso, temos a possibilidade de colocar nossos produtos nos Estados Unidos livres de imposto”, afirmou o empresário do setor calçadista Saulo Pucci Bueno.

Pelo menos 150 empresários brasileiros participaram do seminário “Oportunidades de Negócios e Investimentos na República Dominicana”, qualificado como um excelente laço entre os dois países, pelo embaixador dominicano no Brasil, Manuel Morales Lama.

Já Eddy Martínez destacou os esforços do governo do presidente Leonel Fernández em matéria de consolidação democrática e estabilidade política e econômica, elementos fundamentais para atrair investimento estrangeiro.

Segundo ele, a República Dominicana oferece uma moderna infra-estrutura de transportes, de telecomunicações, e custos de operação competitivos.

O investimento estrangeiro direto na República Dominicana passou de US$ 649 milhões em 2004 para US$ 1,167 bilhão em 2005. Os setores que mais se beneficiaram do capital estrangeiro foram o turismo, as comunicações, as zonas francas e a indústria de mineração.

Nas transações comerciais entre os dois países, a República Dominicana é altamente deficitária. Em 2005, o Brasil exportou àquele país US$ 331,867 milhões e importou apenas US$ 3,452 milhões.

Os empresários brasileiros se mostram interessados com as possibilidades que se abrem a partir do tratado de livre comércio com os Estados Unidos e a América Central (RD-CAFTA).

O governo dominicano acredita que até a próxima década, 50% das exportações da República Dominicana, calculadas em US$ 15 bilhões, virão dos cybercluster, ou Arranjo Produtivo Local (APL), como é conhecido no Brasil. O ministro Eddy Martinez adiantou que o país possui uma reserva de US$ 22,5 milhões para investir em novos projetos tecnológicos.

“A República Dominicana deve insistir em parcerias com empresas brasileiras, para forçar o comércio fraco entre as duas nações. A corrente comercial de ambos só aumentará mediante acordos comerciais que proporcionarem vantagens tarifárias, como é feito com os Estados Unidos”, explicou Roberto Gianetti da Fonseca, diretor da entidade.

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