Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h34

Retirada de tropas do Haiti será discutida em Mont

01 de setembro de 2011
por: InfoRel
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No dia 9 de setembro, os ministros da Defesa dos países sul-americanos se reúnem em Montevidéu para discutir o futuro da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).



 



Antes de seguir para a capital uruguaia, o ministro da Defesa, Celso Amorim, desembarca em Buenos Aires. Vai discutir o assunto com seu homólogo argentino Arturo Puricelli no dia 8.



 



Celso Amorim já declarou que o contingente militar no Haiti deve ser reduzido.



 



Brasil, Argentina e Chile, defendem mudanças no perfil da missão da ONU naquele país.



 



Querem substituir os militares que estão no país para garantir a ordem, por militares de engenharia e outras áreas que possam atuar na reconstrução do país.



 



O Brasil comanda as tropas das Nações Unidas no Haiti desde 2004. São quase oito anos de missão onde mais de dez mil militares se revezaram em missões de seis meses.



 



No total, o país já gastou um montante superior aos R$ 700 milhões com a manutenção das tropas apenas no Haiti.



 



A Minustah é a 5ª maior missão da ONU que em tese, deveria reembolsar o Brasil pelos gastos. No entanto, apenas R$ 288,84 milhões foram devolvidos. A dívida da ONU com o país é superior aos R$ 414,7 milhões.



 



Audiências



 



O ministro Celso Amorim também terá de explicar às comissões de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Congresso Nacional, como pretende promover a retirada dos militares brasileiros do Haiti.



 



Dois requerimentos com esse objetivo já foram aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.



 



Em São Paulo onde o ministério da Defesa realizou o VI Seminário Livro Branco de Defesa Nacional, oficiais do Exército reclamaram da posição do ministro.



 



Um militar que pediu para não ser identificado afirmou que “em 2004, ele (Amorim) foi um dos maiores defensores da nossa ida para o Haiti. Dizia que isso ajudaria o país a conseguir uma cadeira permanente no Conselho de Segurança. Agora, como nosso chefe, o primeiro que quer é tirar a gente de lá”, afirmou.

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