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14/10/2016
Economia
14/10/2016

Energia

Rússia fortalece alianças na América do Sul por meio da cooperação

Brasília – O governo russo está decidido a fortalecer a presença do país na América do Sul por meio da cooperação em várias áreas. Equador e Bolívia têm sido dois dos países mais beneficiados assim como a Venezuela graças às suas diferenças com os Estados Unidos.

Nesta quarta-feira, 12, em Quito, realizou-se a IV Reunião da Comissão Intergovernamental de Cooperação Econômica e Comercial Equador – Rússia, com o objetivo de diversificar o mercado para os produtos equatorianos e ampliar a colaboração entre os dois países nos setores de agricultura e ciências. O encontro contou com a participação de cerca de 40 delegados russos.

A comissão binacional foi criada em 2009 como um dos principais mecanismos políticos para alavancar o relacionamento bilateral em matéria de comércio, setores estratégicos, ciências e recursos humanos. O chanceler equatoriano, Guillaume Long destacou a sintonia entre Quito e Moscou que permite avançar na cooperação.

Já o chefe da delegação russa, Sergey Dankvert, reconheceu que o Equador é um parceiro estratégico na América Latina. Atualmente, o país andino é o terceiro da região com maior volume comercial com a Rússia. “Este ano haverá um incremento de até 9% no intercâmbio comercial bilateral”, assegurou Dankvert.

Bolívia

Com a Bolívia, a Rússia também tem procurado ampliar a sua cooperação, incluindo a aréa de Defesa. Nesta quarta-feira, 12, o vice-ministro de Energia da Rússia, Yuri Sentyurin, formalizou em La Paz o interesse de Moscou em participar do processo de industrialização do lítio boliviano. A Bolívia conta com 70% das reservas mundiais do mineral metálico.

De acordo com Sentyurin, “temos outras esferas muito importantes para a cooperação de benefício mútuo; por exemplo, no tema de mineração nos parece muito importante a participação na indústria de lítio. A Rússia possui tecnologia moderna no trabalho com o lítio e estamos dispostos a compartilhá-la com a Bolívia”.

Yuri Sentyurin reuniu-se com o ministro boliviano de Hidrocarbonetos e Energia, Luis Alberto Sánchez, com o objetivo de reafirmar os contratos binacionais na área energética, mas também iniciar negociações para futuros acordos em mineração.    

A Bolívia possui no Salar de Uyuni o maior depósito de lítio do mundo, com uma extensão de 10,5 mil km2 de sal.

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