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Rússia quer fabricar caça de quinta geração com o Brasil

Os russos foram excluídos do processo de escolha do caça supersônico para a Força Aérea Brasileira (FAB), mas uma decisão da Rússia de desenvolver em parceria com o Brasil, um caça de quinta geração, pode complicar o meio-campo das empresas finalistas, Boeing (F18), Dassault (Rafale) e Saab (Grippen).

A Rosoboronexport, da Rússia, participou da primeira fase do processo com o Sukhoi, considerado o melhor modelo por técnicos brasileiros. Surpreendentemente, o avião adquirido pela Venezuela, foi excluído pela FAB da segunda fase.

Agora, os russos buscam sócios para criar um modelo de caça capaz de suplantar os modelos mais avançados desenvolvidos pelos Estados Unidos, como o F22.

A Índia já aceitou participar do projeto de desenho e produção de um avião de combate. O Brasil é o segundo sócio cobiçado pela Rússia.

A revelação foi feita pelo diretor-adjunto do Serviço Federal de cooperação técnico-militar, Alexandr Fomin. Segundo ele, o Brasil poderia receber uma planta industrial para o desenvolvimento de caças.

Através do programa PAK FA, a Força Aérea da Rússia pretende substituir os caças de quarta geração nos próximos dez anos.

Nos anos de 1990, a russa Mikovan desenvolveu o projeto do MiG 1.44 e a Sukhoi, o modelo Su-37, embora o projeto pretendesse desenvolver inovações tecnológicas de aviação e não um novo modelo.

Por falta de recursos, o projeto do MiG 1.44 foi suspenso.

O governo russo escolheu justamente a Sukhoi para desenvolver o prometo piloto do futuro caça. O primeiro vôo do chamado T-50, poderá ser realizado em agosto deste ano.

Na sede da Sukhoi em Komsomolsk del Amur, funcionará a cadeia de produção do T-50. Atualmente, três protótipos estão sendo construídos no local. Os testes poderão durar entre cinco e seis anos. A fabricação em série deve ter início em 2015.

O radar de bordo deverá ser desenhado pelo Instituto de Investigações Tijomirov, o mesmo que construiu o radar Irbis para o modelo Su-35 BM. A base de armamentos deverá seguir o padrão também do Su-35 BM.

De acordo com fontes diplomáticas russas, o país busca sócios estrangeiros para dividir os custos altíssimos para o desenvolvimento do avião.

O caminho seria o mesmo adotado pelos Estados Unidos que contou com a participação de Inglaterra, Holanda, Itália, Áustria, Canadá, Dinamarca, Noruega e Turquia, para transformar o F-35 em realidade.

Os russos também têm interesse em absorver a tecnologia brasileira do Tucano e Super Tucano, ambos da Embraer.

Esses modelos seriam considerados ideais para os conflitos locais e de pouca intensidade. Também são mais baratos e econômicos se comparados com outros modelos à venda. A Rússia não descarta ainda, a possibilidade de produzir esses aviões no país.

Rússia confirma entrega do Mi-35M

O primeiro lote de helicópteros russos de combate Mi-35M, devem chegar ao Brasil até o final do ano ou no máximo, no início de 2010.

A informação é de Alexander Fomin, diretor-adjunto do Serviço Federal para a cooperação técnico-militar.

Ele confirmou que a indústria já trabalha na execução do contrato que prevê a construção de 12 aeronaves por cerca de US$ 150 milhões.

O Mi-35M é uma versão para exportação do helicóptero multifuncional de combate Mi-24. Com visão noturna, pode carregar mísseis antitanque guiados, metralhadoras, lança-granadas, bombas e minas.

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