Brasília, 20 de abril de 2019 - 18h18
Santos assegura que o processo de paz na Colômbia é irreversível

Santos assegura que o processo de paz na Colômbia é irreversível

31 de março de 2019 - 17:57:09
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Marcelo Rech, especial de Madri

O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou na última quarta-feira, 27, na Casa de América, que o processo de paz naquele país não tem volta atrás. Ao lançar o livro “A Batalha pela Paz”, ao lado do ex-primeiro-ministro espanhol Felipe González, e o ex-ministro de Assuntos Exteriores de Israel, Shlomo Ben Ami, Santos reconheceu a complexidade dos acordos de paz, mas advertiu: “Quando as emoções se impõem aos argumentos, é perigoso”.

Para Felipe González, “o processo de paz colombiano foi um passo decisivo para construir uma democracia inclusiva, focalizada nas vítimas. Logrou substituir as botas pelos votos”.

Santos revelou que as vítimas foram as mais generosas durante as negociações e que sua determinação foi a que alcançar o máximo de justiça que assegurasse também chegar à paz. “Nos processos de paz há insatisfeitos dos dois lados. Fazer a paz é mais difícil que fazer a guerra. Construir a paz é mais difícil que silenciar os fuzis”, afirmou.

Ben Ami destacou três importantes características do processo de paz colombiano: “Primeiro, a revolução diplomática com a Venezuela que fez com que o eixo bolivariano cortara o oxigênio à guerrilha; em segundo lugar, a eficaz ação do Exército; e por último, que não houvesse nenhum elemento ideológico nas negociações”, explicou.

Nas últimas eleições, consideradas as mais tranquilas e seguras da história do país, as FARC convertidas em partido político, alcançaram apenas 0,034% dos votos. O processo de paz na Colômbia, segundo Juan Manuel Santos “é irreversível”.

PROSUL

O ex-presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, afirmou em Madri que o novo bloco de integração denominado PROSUL, criado na semana passada em Santigo do Chile, irá fracassar. O bloco integrado por Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru, é, para Santos, “o mesmo que a UNASUL, mas do outro lado e um projeto desta natureza com ideologia política está destinado a desaparecer”, afirmou.