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08/11/2015
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08/11/2015

Realidade

Segundo a Cepal, mais da metade dos latino-americanos vive na pobreza

Brasília – Estudo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) mostra que a redução da pobreza na região estancou-se a partir de 2012 e que a indigência tem crescido por conta do baixo crescimento econômico, o fim do ciclo dos produtos básicos, a maior pressão inflacionária e a diminuição da capacidade regional de gerar e formalizar empregos.

O estudo foi apresentado nesta segunda-feira, 2, durante a Conferência Regional para o Desenvovlimento Social, realizado em Lima. De acordo com a Cepal, mais da metade dos latino-americanos e caribenhos vive na pobreza (12% em estado de indigência, 22% de pobreza efetiva e 17% em estado de vulnerabilidade). Estes números aumentam quando analizadas as populações indígena, afrodescendente, deficientes, idosos, mulheres e crianças.

Em 2014, eram 167 milhões de pessoas em estado de pobreza, sendo a metade em pobreza extrema, em 19 países da região, considerada a mais desigual do mundo.

A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe reconhece que na última década a região logrou reduzir em 15,7% a pobreza, além de alcançar uma moderada redução da desigualdade. No entanto, insiste que no atual contexto de desaceleração econômica, será difícil para os países latino-americanos e caribenhos recuperarem as taxas de crescimento de anos anteriores, o que seguirá impactando no aumento da pobreza.

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