Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 10h16

América do Sul

04 de fevereiro de 2016
por: InfoRel
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Marcelo Rech



A América do Sul tem-se consolidado ao longo das últimas décadas como uma zona de paz, livre de armas de destruição em massa. Vários mecanismos criados neste período, têm invertido a lógica ainda percebida em muitas regiões do planeta onde imperam a desconfiança e os objetivos expansionistas.



Em nossa região, o Conselho de Defesa Sul-Americano (CDS) é um dos mecanismos que não só tem fomentado a confiança entre as respectivas cúpulas militares, como tem contribuído para que este espaço seja dotado de uma identidade própria de Defesa.



Os militares sul-americanos hoje já não se encontram para discutir prováveis cenários de conflito, mas formas de enfrentar os desafios comuns à segurança regional, sendo que uma delas guarda relação direta com a Segurança Energética, elemento crucial para a consolidação da América do Sul como pólo de desenvolvimento econômico e social e estabilidade política.



Do ponto de vista das grandes obras de integração física, o Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN), tem ganhado cada vez mais relevância. Uma região que conta hoje com 413 milhões de habitantes, ainda se ressente e muito, de conectividade em todos os sentidos e âmbitos. O COSIPLAN tem trabalhado para concretizar obras como o corredor viário Caracas – Bogotá – Quito; o corredor ferroviário bioceânico Paranaguá – Antofagasta e o trecho que corta a Bolívia; as rotas de conexão terrestres entre Venezuela, Guiana e Suriname; entre Foz do Iguaçu – Ciudad del Este e Assunção; a interconexão ferroviária Paraguai – Argentina – Uruguai; e o melhoramento da navegabilidade dos rios da Bacia do Prata para que haja investimentos nas hidrovias.



São obras que demandam pesados investimentos, mas absolutamente necessárias para que as metas de erradicação da pobreza extrema sejam cumpridas. O Plano Estratégico 2012 – 2022 da UNASUL revisto e atualizado em 2014, prevê o aporte de US$ 164 bilhões em 579 projetos, dos quais 106 estão concluídos e 179 encontram-se em fase de execução. Os projetos contemplam nove eixos de integração e desenvolvimento, com ênfase nos transportes, energia e comunicações.



Os projetos energéticos respondem por 9,3% dos projetos e 33,5% dos recursos que serão aplicados, ou seja, a região sabe que energia é fundamental para que todo o restante possa ser implementado.



Em crise, o Brasil precisa de mais energia para que a sua indústria volte a produzir em escalas significativas para abrir mercados. E neste sentido, Bolívia e Equador surgem como as principais opções.



O Equador está construindo seis hidroelétricas com o objetivo de tornar-se exportador de energia e mirando o Brasil como cliente preferencial. A Bolívia, por sua vez, busca consolidar-se como centro energético sul-americano, o que implica investir até 2020, cerca de US$ 12 bilhões para aumentar a sua produção de gás natural, GLP e petróleo destinados à exportação.



No entanto, não podemos esquecer que para o Brasil importar mais energia, precisará voltar a crescer e a patamares “chineses” de pelo menos 4%, algo muito distante para a atual realidade de crise e incertezas.



Marcelo Rech é jornalista e analista no Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa (www.inforel.org). E-mail: inforel@inforel.org.


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