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UNASUL

Sem consenso, bloco posterga escolha de Secretário-Geral

Os presidentes dos países que integram a União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) decidiram nesta sexta-feira, postergar a decisão sobre o novo Secretário-Geral do órgão.

De acordo com o equatoriano Rafael Correa que transferiu a presidência pro tempore à Guiana, o posto foi criado para ser ocupado por um ex-Chefe de Estado.

O venezuelano Hugo Chávez revelou que os presidentes do bloco poderão aproveitar a Cúpula Ibero-americana que será realizada nos dias 4 e 5 de dezembro em Mar del Plata, Argentina, para eleger o Secretário-Geral da UNASUL em reunião extraordinária.

Luiz Inácio Lula da Silva já havia informado que não desejava o posto. Ele deixa a presidência no dia 1º de janeiro de 2001.

Tabaré Vasquez, ex-presidente do Uruguai, aparecia como segunda opção, mas a Argentina o vetou por conta de divergências já superadas.

Na noite desta quinta-feira, o presidente do Uruguai, José Mújica reuniu o seu partido e fechou um acordo em torno do nome de Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula.

Também o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, foi cogitado. Ele não deve continuar no posto com a presidente Dilma Roussef.

Segundo Rafael Correa, “temos que conversar. Quando se criou o cargo, ficou claro que teria de ser ocupado por um ex-presidente da América do Sul, assim que teremos que construir o consenso em torno deste nome”.

Correa deixou claro que não faltam nomes qualificados para o posto.

“Deve ser um ex-presidente dos que recentemente deixaram o poder, daqueles que apostaram na integração, porque a América do Sul vive algo inédito: uma concordância independentemente da orientação dos governos em temas como integração e defesa da democracia”, afirmou o presidente do Equador.

O nome do colombiano Álvaro Uribe sequer foi aventado.

Ele deixou a presidência em julho quando a Colômbia enfrentava crises políticas com o Equador e a Venezuela. Relações que estão sendo recompostas pelo atual presidente Juan Manuel Santos.

Uruguai

O Senado uruguaio decidiu votar na próxima terça-feira o Tratado Constitutivo da UNASUL.

O governo pretendia ratificar o Tratado ainda nesta sexta-feira para que o bloco ganhasse vida jurídica no momento em que a Guiana recebia do Equador a presidência pro tempore.

Os partidos Nacional e Colorado, de oposição, não gostaram do regime de urgência pretendido pela Frente Ampla e impediram a votação.

O senador e ex-presidente Luis Alberto Lacalle, acusou o governo de “totalitarista”. Ele exigiu tempo para analisar o Tratado.

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