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07/11/2014
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12/11/2014

Debate

Seminário debaterá os desafios para as políticas Externa, de Defesa e Inteligência

Brasília – No dia 2 de dezembro, o Instituto InfoRel de Relações Internacionais e Defesa promove em parceria com a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN), da Câmara dos Deputados, o Seminário “O Brasil no Mundo: deveres e responsabilidades” que debaterá os desafios futuros para as políticas Externa, de Defesa e Inteligência.

O evento conta com o apoio da Fundação Konrad Adenauer, da União Europeia, e do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI), e marca os dez anos de criação do Instituto InfoRel. O mesmo não acarretará ônus para a Câmara dos Deputados

O professor Fernando Reinares, investigador principal de Terrorismo Internacional do Real Instituto Elcano de Madri, abrirá o seminário com uma aula magna sobre Segurança Internacional. Ele apresentará ainda dados inéditos acerca das investigações sobre os atentados de 11 de março de 2004 em Atocha, na capital espanhola.

O Seminário

Nesta quarta-feira, 12, a CREDN apreciará Requerimento do seu presidente, Eduardo Barbosa (PSDB-MG), propondo a realização do seminário. De acordo com a organização do evento, a Política Externa fortaleceu-se, houve a ampliação no número de embaixadas e consulados no exterior e o país foi chamado a opinar e participar das decisões globais.

Ao mesmo tempo, a área da Defesa Nacional, por meio das Forças Armadas, foi determinante para firmar a imagem de um país pacífico, capaz de comandar missões de paz e de intermediar diálogos em relação aos conflitos mais complexos e nos lugares mais instáveis do planeta.

Essas duas premissas exigem, por sua vez, uma Inteligência de Estado forte, estruturada e sintonizada com os interesses nacionais.

No entanto, não está claro que papel o país pretende desempenhar nas Relações Internacionais. Para piorar, nos últimos anos houve uma retração forte na Política Externa e, atualmente, o ministério das Relações Exteriores vive um dos seus momentos mais difíceis em termos de valorização das suas prerrogativas e do seu corpo funcional.

Em relação à Inteligência, em 2013, a CREDN conseguiu regulamentar a Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência (CCAI), após 11 anos de tentativas frustradas, atribuindo à CCAI poderes para atuar de forma objetiva como órgão de controle externo das atividades de inteligência. A regulamentação conferiu, também, ao Congresso, os poderes necessários para contribuir com o fortalecimento do Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e para que o país pudesse contar com uma Inteligência voltada aos interesses do Estado brasileiro.

Já na Defesa, apesar dos projetos anunciados, e até mesmo de contratos firmados, as Forças Armadas carecem de mais recursos – financeiros, humanos e bélicos – e o país se ressente dessas carências, por exemplo, com a vulnerabilidade e fragilidade das suas fronteiras.

Estes são alguns dos temas que serão abordados no dia 2. Um documento com uma síntese das propostas apresentadas será posteriormente encaminhado aos futuros responsáveis pelas respectivas áreas.

Nos próximos dias será aberto um link para aqueles que desejarem inscrever-se para assistir ao seminário, bem como acessar a programação completa.

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