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29/06/2009
Diplomacia
03/07/2009

Senado discute ampliação do Mercosul

Senado discute ampliação do Mercosul

No próximo dia 1º de julho, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, do Senado Federal, realiza a quarta audiência pública para instruir a votação do protocolo que prevê o ingresso da Venezuela ao Mercosul.

Os senadores prometem um dia inteiro de debates, para os quais foram convidados oito depoentes. Eles serão divididos em dois grupos de quatro – dois a favor e dois contrários.

A Comissão ouvirá o governador do Amazonas, Eduardo Braga, o deputado federal e ex-governador de Roraima, Neudo Campos (PP), o Secretário-Geral do ministério das Relações Exteriores, Samuel Pinheiro Guimarães, o embaixador da Venezuela no Brasil, Julio García Montoya, Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao, Marcel Granier, empresário e proprietário da emissora RCTV, o ex-chanceler Luis Felipe Lampreia, e o professor Fabiano Santos, do Instituto Universitário de Pesquisas do Estado do Rio de Janeiro (IUPERJ).

O relator da matéria, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), deve apresentar seu parecer após o recesso parlamentar da segunda quinzena de julho. Ele participou de apenas uma das três audiências públicas realizadas.

Convencidos da importância econômico-comercial representado pelo ingresso da Venezuela ao Mercosul, os senadores de oposição apelam para o embate ideológico para protelar a decisão.

Esse grupo liderado pelo ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL), pretende convencer a maioria que não é momento para se discutir a ampliação do bloco, menos ainda de incorporar a Venezuela do presidente Hugo Chávez.

Collor quer deixar o protocolo em stand by, para ser votado quando julgar mais oportuno. Ele questiona a suposta falta de democracia naquele país como condição para impedir a adesão venezuelana ao Mercosul.

Até mesmo questões pessoais foram usadas para dificultar o ingresso do país.

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF), tomou as dores do amigo Mario Vargas Llosa que não gostou de ter sido revistado num aeroporto venezuelano quando chegava para um evento anti-chavista.

Buarque cobrou explicações da Venezuela através do Itamaraty.

Um requerimento neste sentido aguarda votação pela Mesa Diretora do Senado. Se aprovado, segue para o ministério das Relações Exteriores que terá 30 dias para responder.

Caberá, portanto, à chancelaria brasileira, discutir uma questão que envolve a Venezuela e um político e escritor peruano.

Já o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC), considera que o Senado já deveria ter aprovado o protocolo e estar discutindo o ingresso de outros países sul-americanos como Colômbia, Bolívia e Chile.

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