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Senado discute aquisição do Satélite Geoestacionár

Senado discute aquisição do Satélite Geoestacionário brasileiro

Brasília – A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado realizou nesta segunda-feira, 4, dentro do ciclo de debates sobre o tema “Investimento e gestão: desatando o nó logístico do país”, o presente e o futuro do programa brasileiro de Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). Na oportunidade, especialistas civis e militares avaliaram o projeto como promissor.

O satélite – que deverá ser levado à órbita terrestre em 2016 – ampliará a cobertura das redes de dados brasileiras, alcançando municípios que atualmente têm dificuldade para acesso à telefonia e à internet, e dificultará a interceptação de dados estratégicos, além de proporcionar demanda por tecnologia desenvolvida no país.

O diretor do Departamento de Banda Larga do Ministério das Comunicações Artur Coimbra, explicou que uma das principais contribuições do futuro satélite será a massificação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), especialmente em áreas distantes que não estão cobertas pela rede de dados convencional e dependem de conexão direta com satélites particulares – um serviço que, conforme frisou, é caro e lento no Brasil.

Além disso, Coimbra explicou que o projeto aumentará a segurança e a soberania da transmissão de dados no Brasil e aumentará a capacidade do país no desenvolvimento de satélites. “O primeiro satélite permitirá que o Brasil adquira uma capacidade muito boa de desenvolvimento e no quarto satélite da série prevista será possível usar somente componentes brasileiros”, afirmou.

Já o presidente da Telebras, Caio Cezar Bonilha Rodrigues, lembrou a prioridade no programa de absorção e transferência de tecnologia. Ele criticou as operadoras dos satélites comerciais, que apontam com mais ênfase para áreas de maior demanda e não cobrem adequadamente áreas como a Amazônia.

Chefe da Seção de Comando e Controle da Chefia do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do ministério da Defesa, o capitão-de-mar-e-guerra Fabio Martins Raymundo da Silva, alertou que a capacidade satelital da Banda X – usada desde os anos 90, especialmente em operações conjuntas das Forças Armadas – está “chegando ao limite”.

Entre as vantagens do satélite brasileiro, ele citou a cobertura de toda a América do Sul, podendo ainda alcançar operações como aquelas desenvolvidas pelo país na Antártida e no Haiti, e a arquitetura de rede de voz e dados totalmente segregada.

Ele minimizou a possibilidade de violação de dados, frisando que o satélite virá com defesa contra tentativa de interferência na frequência de transmissão – caso detectada, a comunicação poderá ser realizada por meio alternativo – e que todas as comunicações estrategicamente sensíveis são criptografadas usando-se protocolos sob o domínio de técnicos brasileiros.

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