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Senado sabatina diretor-geral da Abin

Senado sabatina diretor-geral da Abin

Nesta quinta-feira, a Comissão de Relações Exteriores, do Senado Federal, realiza a sabatina do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Roberto Trezza que já ocupa o cargo interinamente desde  1º de setembro de 2008.

O relator da mensagem encaminhada pela presidência da República, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), não diz em ser parecer se é a favor ou contra a indicação, mas que o Senado está em condições de deliberar sobre a matéria.

Wilson Roberto Trezza ingressou no serviço de inteligência em 1981, atuando na Assessoria de Planejamento da Abin. Foi Vice-Diretor da Escola de Inteligência (Esint) e Secretário de Planejamento, Orçamento e Coordenação da Agência.

Fora da Abin, foi Diretor da Fundação dos Empregados da Companhia Riograndense de Telecomunicações (Fundação CRT), entre fevereiro de 2002 e março de 2003, Diretor de Administração e Produção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDEMEC), entre março de 1998 e fevereiro de 2002, e assessor do Secretário de Previdência Complementar do Ministério da Previdência e Assistência Social (SCP/MPAS), no período de abril de 1993 a março de 1995, sendo depois, nesse órgão, Coordenador de Análise Contábil e Coordenador-Geral de Contabilidade e Estudos Técnicos.

De acordo com a mensagem do Executivo, Trezza participou nos últimos vinte anos, de congressos, conferências e reuniões internacionais sobre atividade de inteligência, planejamento e administração pública, tendo integrado comitivas do Serviço de Inteligência e delegações do governo brasileiro.

Para o senador, “democracia nenhuma pode prescindir de serviços secretos. É assim em nações desenvolvidas como Canadá, Estados Unidos, França e Grã-Bretanha. Um país que almeja alcançar posição de protagonista no contexto das nações e com os recursos de que dispõe o Brasil necessita de um órgão de inteligência eficiente, sem que, para tanto, seja necessário malferir qualquer direito individual consagrado na Constituição”.

Ele chama a atenção da Abin para que o órgão não cometa abusos em suas atividades e destaca a importância do controle externo sob responsabilidade do Legislativo através da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional.

“Com o Sistema Brasileiro de Inteligência (SISBIN) e a Abin, o Estado brasileiro foi dotado de mais instrumentos para a preservação de sua soberania, para a garantia de suas instituições, com respeito absoluto à dignidade humana e aos direitos individuais. Nesse contexto, o Diretor-Geral da Abin tem importantes atribuições e responsabilidades. É o auxiliar direto do Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para questões que envolvam a atividade de inteligência e a defesa do Estado, da sociedade e das instituições democráticas”, afirmou Jereissati.

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