Minustah: um novo paradigma nas operações de paz
08/10/2009
Avião cai no Haiti e mata militares da Minustah
09/10/2009

Senado vai ouvir opositor de Chávez sobre Mercosul

Senado vai ouvir opositor de Chávez sobre Mercosul

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, do Senado Federal, decidiu nesta quinta-feira, realizar um debate com o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, sobre o ingresso da Venezuela ao Mercosul.

Depois de quatro audiências públicas e da leitura do voto do relator do Protocolo de Adesão, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), pela rejeição ao ingresso venezuelano ao bloco, os senadores concordaram em convidar Ledezma para falar sobre o tema em Brasília.

Em entrevista a dois jornais brasileiros, Antonio Ledezma pediu a aprovação do protocolo. Na sua opinião, desta forma a democracia poderá ser melhor assegurada na Venezuela.

Para o líder oposicionista, o presidente Hugo Chávez é mais perigoso isolado. A sugestão para ouvir o prefeito de Caracas partiu do senador petista Eduardo Suplicy (SP).

O encontro de Ledezma com os senadores poderá ser realizado no dia 22. No dia 29, a Comissão vota o parecer de Jeressiti e o voto em separado prometido por Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo.

Suplicy também sugeriu que o embaixador do Brasil junto ao Mercosul, Régis Arslanian, participe do encontro.

Tasso Jereissati afirmou que pode mudar o voto depois de conhecer os argumentos de Antonio Ledezma. A oposição também pretende ouvir um representante da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre o assunto.

Análise da Notícia

Marcelo Rech

Sem entrar no mérito dos argumentos do prefeito de Caracas, mas o convite feito pelo senador Eduardo Suplicy atende apenas aos interesses da oposição que não deseja votar o ingresso da Venezuela.

Quando a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, decidiu colocar o tema em votação no dia 29 de outubro, a oposição comemorou, mas foi o líder do governo quem quis mais prazo.

A estratégia dos oposicionistas é protelar a decisão e com isso arrancar uma declaração raivosa de Hugo Chávez para então travar definitivamente o tema no Congresso.

Além disso, ao convidar líderes oposicionistas para falarem no Senado, os parlamentares brasileiros buscam criar ainda mais confusão.

É óbvio que um político de oposição não virá ao Senado brasileiro para tecer elogios a um governo que combate.

Objetivamente, não se acrescenta nada ao debate, mas alguns tratam o tema como uma forma de atrair holofotes e no limite, impor uma derrota política para o presidente da Venezuela.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *