Brasília, 18 de novembro de 2018 - 13h32

Programa FX

11 de agosto de 2011
por: InfoRel
Compartilhar notícia:



A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado retomou nesta quinta-feira, 11, a discussão em torno da licitação para a aquisição de aviões de caça para a Força Aérea Brasileira (FAB).



 



Até o início de setembro, representantes das três empresas finalistas do Programa FX2, serão ouvidos pelos parlamentares. Na próxima quinta-feira, será a vez dos norte-americanos da Boeing que oferecem o F-18 Super Hornet.



 



Os franceses da Dassault, fabricante do Rafale, serão os últimos a apresentarem sua proposta.



 



Na primeira audiência pública requerida pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), presidente da CRE, os suecos da Saab, fabricante do caça Gripen Next Generation (NG), asseguraram a transferência completa da tecnologia da aeronave.



 



De acordo com o diretor-geral da Saab no Brasil, Bengt Jáner, a empresa quer uma parceria de igual para igual com a Embraer.



 



Ele afirmou que a empresa brasileira terá total acesso à propriedade intelectual dos projetos da aeronave e participação nas exportações, principalmente para a América do Sul.



 



A Saab oferece também 100% do financiamento de 15 anos para a aquisição de um total de 36 aeronaves. Os juros estão estimados em 4,5% ao ano. O primeiro pagamento seria liquidado apenas com a entrega da última aeronave.



 



Dan Jangblad, diretor-estratégico da empresa, afirmou que Saab e Embraer poderão comercializar em conjunto os aviões produzidos.



 



Segundo ele, “se o Brasil selecionar o Gripen vamos ter um filho juntos”.



 



Apoio



 



A presidente Dilma Rousseff assumiu em janeiro e decidiu adiar a conclusão do processo que poderá ser retomado em 2012.



 



Ela também envolveu o ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior na discussão e quer ver as vantagens comerciais para o Brasil neste negócio.



 



Como se trata de um empreendimento internacional caberá à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, aprovar ou não o contrato.



 



Daí que o debate no Congresso ganha ainda mais importância.



 



Principalmente depois que o Senado decidiu reinstalar a Subcomissão Permanente para a Modernização e Reequipamento das Forças Armadas.



 



Para o senador Delcídio Amaral (PT-MS), a proposta sueca é a melhor do ponto de vista da transferência tecnológica. Ana Amélia (PP-RS) lembrou que seria a primeira vez que a Suécia cederia conhecimento de tecnologia de defesa para outro país.



 



Análise da Notícia



 



Marcelo Rech



 



As Forças Armadas há décadas vivem um processo de sucateamento. Algo inconcebível considerando a projeção internacional de um país continental como o Brasil.



 



O Programa FX foi iniciado no governo Fernando Henrique Cardoso que preferiu deixar a decisão para seu sucessor.



 



Em abril de 2003, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou numa feira de produtos de defesa, no Rio de Janeiro, o adiamento do programa.



 



Na época, afirmou que precisava dos recursos para o Fome Zero, programa responsável por sua eleição.



 



Conversa fiada.



 



Os recursos para a aquisição dos caças não sai do Orçamento. Pelo menos até que os aviões sejam entregues.



 



A Saab, por exemplo, garante: o Brasil começa a pagar apenas depois de receber o último de um total de 36 aviões.



 



E um avião como este não é produzido de um dia para outro.



 



Concluir esse processo é mais que uma necessidade.



 



O ministro da Defesa, Celso Amorim, tem pela frente o desafio de retomar o assunto depois que a presidente o retirou das mãos de Nelson Jobim.



 



Mais que isso: tem a responsabilidade de transformar a retórica em decisão concreta. Muita gente já duvida que o negócio sai.



 



O Congresso, por sua vez, percebeu a força que tem e quer influenciar numa decisão que não será técnica, mas política.



 



Importante destacar ainda que o problema não é a falta de dinheiro. Recursos o país tem e não é pouco.



 



O problema está na sua aplicação, nos desvios, na má-gestão.



 



Forças Armadas equipadas num país com tanto potencial econômico não é luxo e deveria ser prioridade.

Assuntos estratégicos

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Especialistas apoiam adesão do Brasil à Convenção Internacional contra o Terrorismo Nuclear

Brasília – Com cerca de 30 instalações nucleares e 3.000 fontes de...
Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasil firma acordo para facilitar exportação de alimentos para a China

Brasília - A Agência Brasileira de Promoção de Exportações...
Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Câmara de Comércio Árabe Brasileira quer trabalhar com governo do Brasil

Brasília – Apesar do anúncio feito pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, de...
Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Política Externa do novo governo desata críticas ao presidente eleito

Brasília – Os primeiros anúncios feitos pelo presidente da República...
CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

CREDN realizará audiência sobre a importância da Inteligência de Estado para o Brasil

Brasília – A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional...
Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Comunicado Conjunto dos Chanceleres da Espanha e do Brasil

Os chanceleres de Espanha, Josep Borrell, e do Brasil, Aloysio Nunes, mantiveram encontro de...
Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Declaração do G4 sobre a reforma do Conselho de Segurança da ONU

Em 25 de setembro de 2018, Sua Excelência a Senhora Sushma Swaraj, Ministra das...
Comunicado Conjunto do BRICS

Comunicado Conjunto do BRICS

Os Ministros das Relações Exteriores/Relações Internacionais do BRICS...