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05/02/2014
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Serviço Secreto canadense presta contas sobre espi

Serviço Secreto canadense presta contas sobre espionagem contra o Brasil

Brasília – Nesta segunda-feira, 3, os chefes dos dois serviços secretos do Canadá e o assessor de segurança Nacional do primeiro-ministro Stephen Harper, prestaram contas junto ao Senado daquele país sobre as denúncias de espionagem federal nos aeroportos canadenses.

John Forster e Michel Coulombe, diretores do Centro de Segurança das Comunicações (CSE) e do Serviço de Inteligência e Segurança, respectivamente, tiveram de explicar principalmente acerca da cumplicidade dessas agências com suas congêneres norte-americanas, sobretudo a Agência Nacional de Segurança (NSA), em relação à invasão da internet no país e no exterior.

Stephen Rigby, o Conselheiro do primeiro-ministro neste assunto, também compareceu.

Os senadores decidiram convocar os três funcionários depois que um canal de TV do Canadá revelou na semana passada que o CSE realizou buscas de informações de viajantes que transitaram pelos aeroportos do país e se conectaram aos sistemas wi-fi, o que permitiu aos serviços secretos monitorá-los por vários dias.

A denúncia diz ainda que o CSE firmou cooperação com a NSA justamente com este objetivo. Entre os viajantes espionados estavam pessoas que trocaram de terminal aéreo, buscaram o transporte terrestre, se hospedaram em hotéis ou simplesmente frequentaram cafés, restaurantes e bibliotecas.

Formalmente, o CSE defendeu as operações com a justificativa de que está legalmente autorizado a recolher e analisar metadados para proteger o país de ataques ou ameaças externas.

Por outro lado, o Centro assegurou que nunca monitorou nenhum viajante canadense ou estrangeiro, nem recolheu ou utilizou informações privadas, observando que suas operações “incluem medidas para proteger a privacidade dos canadenses e que os metadados permitem apenas identificar os dispositivos móveis e os números das chamadas feitas e recebidas.

O CSE está entre os serviços secretos que participaram ativa e estreitamente com a NSA de operações de espionagem durante a Cúpula do G-20 realizada em Toronto em 2010, além de ter espionado o governo e empresas brasileiras.

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