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03/12/2009
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Inteligência

Serviço Secreto forte

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, afirmou que “a inteligência deve ser de Estado, 24 horas por dia, no mesmo ritmo e na mesma intensidade”.

 

Para o cabeça do sistema brasileiro de inteligência, um serviço secreto forte incomoda.

 

As declarações foram feitas ao InfoRel durante o Seminário Internacional  “Atividade de Inteligência e Controle Parlamentar: Fortalecendo a Democracia”, que reuniu especialistas brasileiros e estrangeiros na Câmara dos Deputados.

 

O evento foi promovido pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional nesta terça-feira.

 

Jorge Armando Félix explicou que a elaboração da Política Nacional de Inteligência que tramita no Congresso Nacional, reuniu oito ministérios que discutiram os interesses nacionais para em seguida identificarem as possíveis ameaças.

 

De acordo com ele, a espionagem hoje é voltada para as áreas industrial e tecnológica. “O Brasil conquistou muito nos últimos anos e o mundo tem interesse em conhecer essas conquistas. Preservá-las significa fortalecer a nossa competitividade”, afirmou Félix.

 

O ministro explicou que apesar dos ataques sofridos pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Brasil avançou bastante nesta área.

 

No entanto, destacou que é preciso fortalecer a carreira do oficial de inteligência com uma remuneração que atraia jovens promissores para a inteligência.

 

No último concurso público realizado pela Abin, 60 mil concorreram as 160 vagas disponíveis. Jorge Armando Félix também cobrou um orçamento mais robusto para o serviço secreto.

 

Já o ex-ministro do GSI, general Alberto Cardoso afirmou que a Política Nacional de Inteligência possui diretrizes e objetivos muito bons, mas que pode se transformar em letra morta se não for bem executada.

 

Cardoso enfatizou que a Agência Brasileira de Inteligência foi vítima de uma crise artificial. “Acusaram a Abin de estar trabalhando”. Segundo ele, “a Abin é muito forte para defender o Estado e muito fraca para se defender”.

 

Fiscalização e Controle

 

O deputado Severiano Alves (PMDB-BA), autor da emenda constitucional que institucionaliza a Inteligência na Constituição, informou que o Congresso poderá votar na próxima semana o texto do Regimento Interno da Comissão Mista de Controle das Atividades de Intiligência.

 

Criada em 1999, a CCAI deveria funcionar como órgão de controle externo da Abin, mas não é o que acontece. Alves quer mais parlamentares envolvidos com o tema e vai exigir que a Abin envie relatórios semestrais ao Congresso.

 

O professor Thomas Bruneau, da Escola Naval dos Estados Unidos, acredita que o modelo norte-americano de fiscalização e controle possa servir para o Brasil.

 

Nos Estados Unidos, são 16 as agências de inteligência e segurança que contam com um orçamento de US$ 50 bilhões anuais. No ano passado, o orçamento da Abin foi de R$ 226 milhões.

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