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Setor privado cobra esforço do governo por acordo MERCOSUL – UE

Brasília – O setor privado brasileiro cobrou um esforço maior por parte do governo para que o Tratado de Livre Comércio MERCOSUL – União Europeia seja firmado ainda em 2018. O tema foi tratado no 36º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA) realizado em Colônia, Alemanha.

Para o presidente do Conselho Empresarial da América Latina (CEAL), Ingo Plöger, chegou a hora de lideranças brasileiras e europeias agirem nas negociações entre o MERCOSUL e a União Europeia. “O Estado está muito devagar em relação às empresas”, afirmou, durante o painel sobre políticas econômica e comercial. Segundo ele, há uma falta de visão da Europa na participação das longas cadeias produtivas da América do Sul.

Opinião coincidente tem o embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil). Na sua avaliação, Brasil e Alemanha devem se mobilizar para manter regras internacionais compatíveis com os interesses dos países e com o ordenamento da conjuntura internacional.

De acordo com Jaguaribe, o Brasil é o segundo maior destino de investimentos da Europa no mundo, atrás dos Estados Unidos e à frente da China – quase 50% dos aportes europeus na América Latina são direcionados ao Brasil. Em contrapartida, o presidente da APEX-Brasil disse que o país é origem de 70% dos investimentos latino-americanos na Europa, chegando a US$ 150 bilhões de dólares, superior aos aportes chineses.

Já a Secretária-Executiva do ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Yana Dumaresq Sobral Alves, destacou a vocação multilateral brasileira e o ímpeto reformista no ambiente regulatório. “Um novo tempo se abre para o Brasil, para a atração de investimentos para produção de energia e combustíveis renováveis”, disse.

O 36º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA) é organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela BDI, com apoio da prefeitura de Colônia e da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo. O evento ocorre de forma intercalada entre os dois países. A edição de 2019 será no Rio Grande do Norte, com o apoio da Federação das Indústrias do Estado (FIERN). Neste ano, cerca de 260 participantes brasileiros estão em Colônia.

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