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Simpósio discute rumos da indústria de Defesa

Simpósio discute rumos da indústria de Defesa

Nesta quarta-feira, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, participo do simpósio organizado pelo MD para debater as alternativas para a indústria nacional de Defesa. Foi o terceiro encontro que reuniu empresários e militares.

Nos meses de setembro e outubro, foram discutidas as questões envolvendo munições e a defesa do espaço aéreo.

De acordo com o Secretário de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do Ministério da Defesa, General José Benedito de Barros Moreira, “com esse simpósio chegamos ao ápice dos trabalhos anteriores dentro do contexto de estudar as potencialidades e a capacidade da indústria nacional de Defesa, identificar as necessidades das Forças Armadas e fazer a interligação entre as Forças e a indústria”.

Já o Brigadeiro Marco Aurélio Mendes, secretário interino de Ensino, Logística, Mobilização,Ciência e Tecnologia do Ministério da Defesa, destacou que por meio dos simpósios foi possível identificar nichos na indústria brasileira que podem e devem ser estimulados para atender as necessidades das Forças Armadas.

O Ministério da Defesa informou que associações representantes das indústrias de Defesa e empresas que atuam no mercado brasileiro, como a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), Embraer, Aerotron e Avibrás expuseram projetos, relataram as barreiras que enfrentam para crescer nos mercados nacionais e internacionais e apresentaram caminhos para o desenvolvimento do setor.

Nesta quarta-feira, os participantes do evento devem fechar um documento com propostas para a indústria de Defesa que será entregue ao ministro Nelson Jobim. Possivelmente o documento será avaliado pelo grupo que trabalha na elaboração do Plano Estratégico da Defesa.

De acordo com Carlos Afonso Pierantoni Gambôa, vice-presidente da Abimde, a base da indústria nacional de Defesa é composta de 300 empresas que geram cinco mil empregos diretos e 30 mil empregos indiretos.

Do total de empresas, apenas 25 exportam seus produtos e, em 2006, as vendas para o mercado externo totalizaram cerca de US$ 600 milhões, valor muito inferior aos US$ 1,3 trilhão que os players internacionais movimentam.

Segundo Gambôa, “a indústria brasileira tem capacidade para participar muito mais no mercado externo, pois tem condições de fabricar desde navios de guerra, submarinos, passando por radares (como o Radar SABER, desenvolvido pelo Exército) a viaturas blindadas e desenvolvimento nuclear”.

Na sua avaliação, para que a indústria nacional de defesa cresça é preciso que os programas de reaparelhamento e modernização das Forças Armadas tenham continuidade com a garantia dos recursos necessários, que permitam o incremento da política de aquisições do governo e que estimule as compras da indústria nacional para as Forças Armadas.

Já o engenheiro Walter Bartels, da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), está preocupado com o convencimento da sociedade brasileira sobre a importância da indústria nacional de Defesa.

Criada em 1993, a AIAB tem 40 associados, entre eles a Embraer. No ano passado, a indústria aeroespacial brasileira teve uma receita de US$ 4,3 bilhões, uma participação no Produto Interno Bruto (PIB) de 1,5% e exportou US$ 3,9 bilhões.

Além disso, o setor gera 22 mil empregos diretos. ”O setor aeroespacial é o único de alta tecnologia do Brasil que tem um saldo comercial positivo na balança brasileira”, destacou Bartels.

Ele enfatizou ainda que as aquisições pelo governo brasileiro são fundamentais para que sejam incrementadas as vendas externas.

O empresário explicou que as empresas da AIAB participam de feiras no exterior para apresentar suas inovações e os potenciais compradores sempre questionam se os equipamentos oferecidos já são utilizados pelas Forças Armadas brasileiras. “É essencial que o poder de compra do governo na área aeroespacial seja aplicado no país”, concluiu.

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