Brasil

Cooperação Militar
21/09/2016
Política
21/09/2016

Política

Temer defende legalidade de impeachment na ONU e bolivarianos se retiram

Brasília – O presidente Michel Temer defendeu nesta terça-feira, 20, na abertura da 71ª Sessão da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a legalidade do processo de impeachment contra Dilma Rousseff e garantiu que o Brasil está se recuperando da crise política e econômica. Em represália, os representantes dos países bolivarianos, mais o presidente da Costa Rica, abandonaram o recinto.

Além dos representantes do Equador, Costa Rica, Venezuela e Nicarágua, os presidentes de Cuba e Bolívia, Raul Castro e Evo Morales, se quer apareceram na abertura tradicionalmente feita pelo presidente brasileiro. Este comportamento já era esperado, mas a decisão do presidente Luís Guillermo Solís, da Costa Rica, surpreendeu.

Para marcar o gesto, todos esperaram o anúncio do presidente da Assembleia- Geral chamando ao púlpito Michel Temer, para então se retirarem. Eles retornaram após o encerramento do discurso.

Durante sua fala, Temer reafirmou a legalidade do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff, aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, com supervisão e comando do então presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação do presidente brasileiro, “o processo democrático foi um exemplo para o mundo”.

Para os países bolivarianos, o impeachment de Dilma Rousseff representa um “golpe de Estado parlamentar”. No entanto, Bolívia, Cuba e Equador mantém relações e seguem recebendo os benefícios da cooperação com o Brasil, mesmo considerando o atual governo ilegítimo.

Os governos equatoriano, boliviano e venezuelano, retiraram seus embaixadores de Brasília. O único que não deve retornar é o embaixador da Venezuela. Cuba sequer cogitou esta possibilidade. Nem mesmo as duras ameaças feitas por Raul Castro de ordenar o retorno “imediato” de todos os mais de 11 mil profissionais cubanos que integram o Programa Mais Médicos, foi cumprida. Pelo contrário. O acordo foi prorrogado por mais três anos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *