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Integração Regional

Temer e Macri enfatizam importância do MERCOSUL renovado

Brasília – Os presidentes Michel Temer, do Brasil, e Mauricio Macri, da Argentina, enfatizaram nesta segunda-feira, 3, em Buenos Aires, a importância do MERCOSUL renovado como condição para o fortalecimento da integração regional. Eles destacaram ainda a sinergia entre os dois governos e a disposição em ampliar a cooperação bilateral, regional e multilateral em todas as áreas.

Na opinião de Macri, “o caminho para integrar-nos ao mundo passa pelo MERCOSUL. Devemos nos preparar melhor para essa integração e vamos depositar nela todas as nossas energias”. Além do fortalecimento do MERCOSUL, Temer e Macri também trataram de temas como a redução da pobreza, a luta contra o narcotráfico e o terrorismo e o compromisso contra as mudanças climáticas.

De acordo com o embaixador argentino no Brasil, Carlos Magariños, a visita do presidente Michel Temer à Argentina vai possibilitar aos países ampliar uma série de mecanismos para atrair empregos e investimentos para a região. Segundo ele, “é uma relação de Estados. Uma política de Estado que se consolida passo a passo e, nesse contexto, a visita do presidente Temer é muito importante, pois dá [ao Brasil e à Argentina] a oportunidade de colocar em prática uma série de mecanismos institucionais que, estou seguro, vão dar resultados importantes para a criação de empregos, para a atração de investidores e para melhorar as condições de vida do nosso povo”, afirmou.

O diplomata também explicou que Brasil e Argentina passam por ciclos econômicos similares e que os dois governos trabalham para fortalecer as relações bilaterais. “Ambos necessitam exportar, ambos necessitam que o acordo [do MERCOSULl] com a União Europeia dê certo, e estou convencido que vamos avançar”, concluiu.

Na sua primeira visita oficial à Argentina, o presidente Michel Temer tratou de comércio bilateral e investimentos, temas das agendas regional e multilateral, em particular o fortalecimento econômico e comercial do MERCOSUL e as negociações externas do bloco, principalmente com a União Europeia.

O embaixador do Brasil na Argentina, Sérgio França Danese, afirmou que o governo brasileiro está mais engajado do que nunca com a atuação do MERCOSUL no cenário internacional. “Temos um papel de liderança importante na retomada do processo negociador com a União Europeia, e estamos confiando que esse processo também nos ajude a avançar internamente nas questões que os países têm que tratar”, destacou.

Ele também elogiou a convergência entre Brasil e Argentina, que possuem a mesma visão sobre como o processo de criação de uma área de livre comércio entre MERCOSUL e União Europeia deve transcorrer.

“Esse trâmite deve servir neste momento de retomada do crescimento dos dois países e do próprio impulso criador do MERCOSUL. Esses processos negociadores devem servir de indutor de mais atividades, de mais entendimento, de mais coordenação, de mais engajamento dos países no próprio MERCOSUL”, avaliou.

Uma das prioridades do encontro entre os presidentes Temer e Macri, é promover a retomada dos investimentos entre os dois países. O Palácio do Planalto informou que as mais de 130 empresas brasileiras instaladas no país vizinho representam estoque de investimento de cerca de US$ 12 bilhões, em setores como mineração, siderúrgico, alimentício, bancário, automotivo e têxtil.

Venezuela

Michel Temer e Mauricio Macri também conversaram sobre a situação da Venezuela e coincidiram em relação à necessidade daquele país preservar os direitos jurídicos e humanos e lembraram que os sócios fundadores do MERCOSUL deram um prazo para que Caracas cumpra com as normas do bloco até 1º de dezembro ou o país perderá sua condição de membro pleno.

“Os quatro países do MERCOSUL  – Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai – têm uma posição uniforme em relação à Venezuela para a sua integração definitiva ao bloco. Reiteramos nossa preocupação já expressada e temos a convicção e a esperança de que se cumpram com os requisitos e assim a Venezuela possa integrar-se”, afirmou Temer.

Brasil e Argentina também confirmaram que a evolução da situação venezuelana é objeto de acompanhamento permanente.

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