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Comércio Exterior
29/09/2016
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29/09/2016

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Temer e Macri se reunirão para fortalecer as relações políticas e comerciais

Brasília – O presidente Michel Temer se reunirá com o colega Mauricio Macri em sua primeira viagem à Argentina na próxima segunda-feira, 3, para fortalecer as relações políticas e comerciais bilaterais. Os dois tiveram um primeiro contato em agosto, na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro. Depois, voltaram a ver-se em Pequim à margem da Cúpula do G-20 e conversaram novamente em Nova York por ocasião da Assembleia-Geral das Nações Unidas.

A chancelaria argentina informou que Temer e Macri terão uma reunião reservada na manhã do dia 3, seguida de um almoço naquele que será o primeiro encontro bilateral entre ambos. O presidente brasileiro estará acompanhado do chanceler José Serra que também manterá reunião de trabalho com a ministra das Relações Exteriores, Susana Malcorra.

Argentina e Brasil decidiram em maio, reativar os mais de dez mecanismos de consultas políticas e comerciais que estiveram congelados à época dos governos Dilma e Cristina Kirchner, e a ideia é aprofundar o diálogo nos âmbitos bilateral e regional. Brasília e Buenos Aires têm coordenado ações especialmente em relação ao MERCOSUL e com o apoio decisivo do Paraguai, conseguiram evitar que a Venezuela assumisse a presidência pro tempore do bloco em julho.

Com a destituição da ex-presidente, Michel Temer e José Serra promoveram a primeira mudança na diplomacia brasileira ao designar o então Secretário-Geral do Itamaraty, embaixador Sérgio Danese, para chefiar a Embaixada do Brasil em Buenos Aires. A capital argentina também foi o primeiro destino do novo ministro das Relações Exteriores.

Ainda de acordo com o Itamaraty, no período de 1998 a 2015, o BNDES desembolsou cerca de US$ 34,7 bilhões para financiar a exportação de bens e serviços brasileiros para todo o mundo, em operações pós-embarque. Nesse período, a Argentina foi o segundo maior destino de exportações financiadas pelo BNDES (US$  3,47 bilhões, 10% do total), superada apenas pelos Estados Unidos (US$ 14,3 bilhões).

No período de 2010 a 2015, foram desembolsados US$ 68,4 milhões em recursos do PROEX (financiamento e equalização) em apoio às exportações para a Argentina.

O ministério das Relações Exteriores destaca ainda a importante presença do capital brasileiro em vários setores da economia argentina, como mineração, siderúrgia, alimentos, sistema bancário, e setores automotivo e têxtil. Estima-se que os investimentos brasileiros na Argentina superem os US$ 12 bilhões.

Em 2015, a Argentina foi o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, com um intercâmbio comercial total de US$ 23 bilhões. De 2006 a 2015, o intercâmbio comercial registrou incremento da ordem de 16,6%.

Segundo dados do MRE, em 2015, o Brasil foi o principal destino das exportações argentinas, tendo recebido 17,8% do total exportado. Do mesmo modo, o Brasil é o país que mais exporta para a Argentina, 21,8% do total das suas importações.

No ano passado, mais de 50% da pauta de exportação para a Argentina era formada por automóveis e máquinas mecânicas. A pauta de importação, por sua vez, também conta com mais de 40% de automóveis e quase 11% de cereais.

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