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Terrorismo, intenso em 2010

Terrorismo, intenso em 2010

Fabio Pereira Ribeiro

O ano de 2009 encerra de uma forma traumática. Mais uma tentativa de atentado terrorista sob território americano, e com nuances e requisitos de “direitos autorais” pela Al Qaeda.

Os sinais dos recentes acontecimentos ligados ao terrorismo, como novos ataques no Iraque, explosões com requintes de terror no Paquistão, os poucos esforços do Irã para uma base de paz, inclusive suas incursões em território iraquiano, e as reivindicações da Al-Qaeda das tentativas do nigeriano Abdulmutallab de destruir um vôo de Amsterdã para os Estados Unidos mostram que as atividades terroristas em 2010 serão intensas, e as novas declarações de Barack Obama de intensificação do controle de entrada e segurança dos Estados Unidos, e sua declaração firme de manutenção da guerra ao terror, mostram e integram, 2010 será um ano difícil para o mundo do ponto de vista de segurança, alerta total, como a maioria das agências de segurança e inteligência já estão avisando, ou alertando.

A intensidade das palavras de Barack Obama deixam claro o cenário de segurança internacional para 2010: “não descansaremos até capturar e julgar os responsáveis pelo atentado (fracassado)”, e continua “essa é uma lembrança dos perigos que enfrentamos.

É importante que os americanos aprendam com o incidente e tomem medidas necessárias para prevenir ataques futuros”. A guerra ao terror continua, e nestes moldes com intensidade. E o pior, a Al-Qaeda já avisou, ou alertou, em breve novos ataques contra os Estados Unidos e seus parceiros.

Combater terrorismo não depende de guerra e sim de muita inteligência, de atuação forte dos serviços secretos, e principalmente de uma política de não interferência em problemas que não lhe digam respeito.

Com a visão da teoria realista das relações internacionais, o ser humano por natureza é maldoso, assim cada ação de combate alimenta um ser cada vez mais feroz, cego e sem dialogo.

A intensidade dos diversos combates contra o terrorismo só tem uma certeza, o terror aumentará.

E o pior, países que formam o chamado eixo do mal, como Irã, Paquistão, Síria, Coréia do Norte entre outros cada dia que passa demonstram que a paz é um assunto muito distante em suas políticas internas e externas, e que o aparato militar e de terror ditam a condução das diversas atividades dos mesmos.

Espero que 2010 seja um ano de paz, mas o que vem pela frente é guerra, e devemos estar preparados para não sofrermos impactos ou resquícios do mal. Paz a todos os seres de bem!

O professor-doutor Fabio Pereira Ribeiro é Diretor de Marketing e Relações Internacionais da UNIMONTE, especialista em Inteligência Estratégica, Contra-Terrorismo e Conflitos Internacionais. Oficial do Exército Brasileiro

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