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Terrorismo político

Terrorismo político

Marcelo Rech

O ano político ainda não começou, mas as ações terroristas sim.

A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, candidata oficial do Planalto à sucessão do presidente Lula, afirma que a oposição pretende pôr fim ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), caso vença as eleições de outubro.

Deve dizer o mesmo sobre o Bolsa Família e os demais programas assistencialistas do governo.

Empacada nas pesquisas – Dilma não conquistou eleitorado desde que foi anunciada como candidata – a ministra entende que o medo da população será um grande aliado.

Após o resultado das eleições no Chile onde a presidente Michele Bachelet com mais de 80% de aprovação popular não conseguiu fazer o sucessor, a ministra literalmente colocou as barbas de molho.

Como os programas assistencialistas do governo atendem a um contingente de cerca de onze milhões de famílias ou cerca de 22 milhões de votos potenciais, uma simples ameaça produz efeitos significativos.

Não se pode questionar a figura do presidente Lula como fenômeno político-eleitoral, mas é preciso entender que ele não disputa a eleição este ano.

Uma coisa é votar em Lula e outra, completamente diferente, votar na ministra.

Com a campanha nas ruas, seremos apresentados àquela que não tem nenhuma empatia, pelo contrário, que é conhecida por seu estilo grosseiro e mal educado.

Mas, o mais importante é observarmos que o propalado desenvolvimento brasileiro é em grande parte obra de marketing.

O que a ministra vai dizer dos hospitais públicos que mais parecem depósitos de gente doente?

Das filas quilométricas diante de escolas públicas, onde pais e mães buscam desesperadamente um lugar para seus filhos?

Especificamente sobre o PAC, cabe lembrar que até outubro do ano passado, apenas 13,6% dos recursos anunciados havia sido destinado ao programa.

O governo federal pretende gastar R$ 27,8 bilhões em obras de infra-estrutura.

Três anos após ser anunciado, o PAC mais parece uma peça publicitária. De um total de 12.520 obras e ações, somente 1.229 ou 9,8% do total foram concluídas.

As informações não são da oposição, mas do próprio governo.

A ministra-candidata longe de reconhecer sua incompetência como gerentona do governo lança-mão, quem diria, de uma antiguíssima estratégia da direita: o terrorismo político.

Marcelo Rech é o editor do InfoRel. Correio eletrônico: inforel@inforel.org

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