Defesa

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Segurança e Defesa

Tráfico de animais, vegetais e o narcotráfico são desafios para os países amazônicos

Nesta quinta-feira, teve início em Bogotá, a primeira Reunião de Ministros da Defesa dos países amazônicos. Com a participação da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), os ministros dos oito países amazônicos discutiram as questões relativas à defesa e à segurança integral da Amazônia.

Participaram os ministros da Defesa e delegados do Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

De acordo com o ministro da Defesa da Colômbia, Camilo Ospina Bernal, “o Amazonas é um grande patrimônio que herdamos e devemos preservar para as futuras gerações. Isso implica termos consciência sobre o que ocorre ali, sobre a devastação. No nosso caso, por conta dos cultivos de coca e nos casos do Brasil e do Peru, por conta do avanço da colonização e dos tráficos de animais e vegetais, além do narcotráfico”.

Para o ministro colombiano, os Estados amazônicos devem trabalhar em conjunto. Na sua avaliação, para problemas que transcendem as fronteiras, devem ser adotadas medidas que também transcendam as fronteiras.

Ele entende que a reunião dos ministros da Defesa dos oito países que dividem a Bacia Amazônica é um exemplo claro da consciência e do interesse que estes países têm em manter o controle da região.

Já o ministro da Defesa do Peru, General Marciano Rengifo, afirmou que “a depredação da Amazônia avançou muito rapidamente. O Peru propôs a incorporação no âmbito da Secretaria-Geral do Pacto Amazônico, de uma comissão especial para tratar dos temas de segurança regional.

Para Rosalía Arteaga Serrano, Secretária-Geral da OTCA, “a relevância para a segurança desses países está no papel que jogam as Forças Armadas, dentro do marco constitucional, no combate aos ilícitos que constituem graves ameaças para o progresso humano e para os recursos naturais do território sob o domínio dos povos amazônicos”.

O ministro da Defesa do Brasil, Waldir Pires, parabenizou o Governo da Colômbia pela iniciativa do encontro, que, para ele, vem estreitar ainda mais as relações entre os países amazônicos.

Em seu discurso, Pires comentou o emprego das Forças Armadas na cooperação com os órgãos de Segurança Pública. “Podemos, por intermédio da inteligência, da instrução, da comunicação e da logística, respeitando os limites legais específicos de cada país e as normas do Direito Internacional, contribuir para combater os ilícitos transnacionais”, afirmou.

Nesta sexta-feira, os ministros da Defesa dos países amazônicos se somarão aos ministros da Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai, para a inédita reunião ministerial sobre Defesa da Comunidade Sul-Americana de Nações (CASA).

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