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05/12/2016
Política
05/12/2016

Cooperação Militar

Transferência tecnológica e parceria com a FAB, as principais vantagens do acordo Brasil - Suécia

Brasília – A transferência de tecnologia e a parceria com a Força Aérea e com o Brasil são as principais vantagens que o presidente e CEO da empresa sueca SAAB, Håkan Buskhe, vê no projeto F-39 Gripen que define a compra de 36 caças de última geração para o reaparelhamento da FAB.

Segundo ele, a parceria é vantajosa, por exemplo, na descoberta de novos mercados consumidores para os suecos. E, para o Brasil, além de abrir novos parâmetros na área de defesa, vai incorporar uma capacidade tecnológica inédita. “A indústria brasileira e a FAB vão dominar todo o conhecimento necessário para o desenvolvimento de aviões de caça”, afirmou Buskhe.

De acordo com o executivo, o Gripen NG redefine como construir e operar um caça avançado, que oferece capacidades operacionais relevantes para o futuro e nova tecnologia a um custo razoável. Além disso, o avião tem um design equilibrado que fornece um sistema com tecnologia duradoura, podendo evoluir de acordo com os requisitos dos clientes.

“Computadores, processadores e itens eletrônicos estão continuamente em evolução e é importante que se possa atualizá-los à medida que novas tecnologias surgem no mercado. O sistema do Gripen NG foi criado, especificamente, tendo em mente progressos futuros. Ao conseguir isolar sistemas que afetam as habilidades de núcleo de voo, o sistema de aviônica separada do avião permite a integração de produtos prontos para uso.

Håkan Buskhe confirmou ainda que o Brasil é o primeiro cliente internacional do sistema de alerta antecipado embarcado Erieye, usado na aeronave E-99, e agora é o primeiro cliente internacional do Gripen NG. “O Gripen NG é um excelente avião de caça que nós acreditamos que irá se tornar um recurso-chave para a defesa do Brasil. Além disso, nossa parceria inclui transferência de tecnologia e cooperação industrial, o que vai contribuir para desenvolver a base da indústria de defesa do Brasil”, afirmou.

Ele garantiu ainda que a transferência tecnológica será total. “O envolvimento prévio do Brasil no design e desenvolvimento do Gripen NG vai dar à FAB e à indústria acesso inigualável a todos os níveis de tecnologia no presente e no futuro. Há, atualmente, 100 engenheiros brasileiros na Suécia e mais brasileiros vão chegar para participar nos treinamentos “on-the-job” na Suécia. Após essa fase, eles vão levar o conhecimento adquirido aos colegas no Brasil e vão trabalhar no desenvolvimento e produção do avião no país. Ao fim do programa, a indústria brasileira e a FAB vão dominar todo o conhecimento crítico necessário para o desenvolvimento de aviões de caça”, explicou.

Cooperação

Até 2021, mais de 350 profissionais brasileiros vão participar de cursos e do treinamento “on-the-job” na Suécia. Serão mais de 50 projetos, que vão durar mais de 24 meses. “Durante esse período, cada pessoa vai ter uma programação diferente e vai receber treinamento teórico e prático de acordo com o papel que ela vai ter no programa. A primeira fase é focada em engenharia de sistemas e desenvolvimento de softwares. Pilotos e engenheiros de produção e outros profissionais também vão chegar à Suécia em um futuro próximo”, disse.

Segundo ele, “nós esperamos e acreditamos que o acordo com o Brasil funcione como uma ponte para negócios futuros, não somente na América Latina. Apesar disso, nós não vamos especular ou comentar, no momento, sobre possíveis vendas futuras para outros mercados. Há uma longa e bem sucedida história de cooperação industrial entre nossos países, e eu estou convencido de que a parceria do Gripen está nos levando ao próximo nível, com o aumento de cooperação entres Forças Aéreas, indústria e academia”.

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