Um MERCOSUL ideológico é o que quer a Argentina

O presidente argentino Alberto Fernández receberá em dezembro, a presidência pro tempore do MERCOSUL, bloco que completará 30 anos em 2021. Até lá, seguirá trabalhando contra os acordos de livre comércio em fase final de análise e aqueles que seguem em negociação. Para o líder argentino que fez questão de ignorar o presidente brasileiro na abertura da 56ª Cúpula do MERCOSUL, realizada na quinta, 2, os líderes latino-americanos são divididos em dois grupos: os seus amigos e os outros.

Como lembra Luis Antonio Hierro López, empresário e político uruguaio, que serviu como vice-presidente na gestão de Jorge Battle, entre 2000 e 2005, essa visão busca retomar a concepção ideológica sobre a integração regional. Trata-se de uma estratégia que exclui Brasil, Chile, Uruguai e Paraguai, os principais vizinhos da Argentina.

Hierro López destaca que o problema não está nas diferenças ideológicas dos mandatários de turno, mas na imposição extremista daqueles que negam enxergar nas diferenças, uma virtude. Para Fernández, é preciso ressuscitar a esquerda, pois apenas os seus líderes sabem como mudar o mundo. O resto, é apenas o resto.

Marcelo Rech – 04/07/2020

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