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UNASUL cobra nova relação com a Europa

UNASUL cobra nova relação com a Europa

Brasília – A Secretária-Geral da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), María Emma Mejía, cobrou uma nova relação da Europa com a América Latina ao afirmar em Berlim que a região ocupa “posição afortunada” em relação à crise econômica mundial. 

Ao participar da conferência “América Latina em Transformação”, a colombiana destacou o bom momento político e econômico vivido pela região. Segundo ela, “a América do Sul e a América Latina contam com uma carta de apresentação que nunca tiveram”.

Mejía explicou que o crescimento econômico, a situação das macroeconomias saneadas, a disciplina fiscal, o crescimento das populações, e principalmente, a conquista da paz em toda a região, devem ser considerados pela Europa.

Com relação a economia, enfatizou que apenas na última década a América Latina retirou 40 milhões de pessoas da pobreza.

Na opinião de María Emma Mejía, o balanço positivo permite que o Sul, pela primeira vez seja parte da solução dos principais problemas mundiais.

Segundo ela, “compartilhamos as preocupações da Europa e dos Estados Unidos, por conta da crise. A América Latina é solidária com aqueles que estão enfrentando problemas”.

De acordo com a representante da UNASUL, a “enorme virtude” do bloco foi “desativar conflitos de forma ágil e rápida”, por conta da relação direta entre os presidentes dos países membros. “Isso representa um ativo para as organizações, para a União Européia e para todas as nações”, afirmou.

“Eu acredito que é momento de sermos percebidos de forma diferente, de repensarem a nossa região, de ver-nos como parceiros e entre parceiros podemos encontrar soluções”, cobrou. Ela destacou ainda que a América Latina voltou a receber imigrantes europeus, o que não pode ser ignorado pelas nações européias.

Na sua avaliação, por conta dos enormes recursos naturais, a América Latina pode, dentro de dois ou três décadas, ser o grande epicentro das reservas para a humanidade.

Para Mejía, a região também acertou ao diversificar suas relações comerciais com foco no comércio Sul-Sul com atores como a China que está prestes a se converter no segundo sócio comercial da região.

 

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