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UNASUL não sabe como lidar com a crise na Venezuel

UNASUL não sabe como lidar com a crise na Venezuela

Brasília – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, despachou seu ministro de Relações Exteriores, Elias Jaua, na semana passada, para um giro por quase todos os países da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), em busca de uma reunião extraordinária do bloco para discutir a crise interna. No entanto, os líderes regionais, inclusive aliados de Maduro, não sabem como lidar com a crise na Venezuela.

Evo Morales, presidente da Bolívia, é outro que busca reunir a maior quantidade possível de Chefes de Estado para referendar o apoio político que busca a Venezuela. Nesta quinta-feira, 6, ele reconheceu que a tarefa está complicada.

Seguindo rigidamente as instruções dadas por Maduro, Morales quer evitar que a Organização dos Estados Americanos (OEA) ganhe protagonismo com a crise venezuelana. O objetivo é esvaziar qualquer tentativa da OEA de tratar do assunto.

Morales também busca junto ao Suriname, presidente por tempore da UNASUL, apoio para que os líderes regionais sejam persuadidos a encontrarem tempo para o encontro. De acordo com o Tratado que criou a UNASUL, 100% dos Chefes de Estado devem aprovar qualquer convocação.
Por outro lado, o presidente boliviano não revelou que países e presidentes se opõem à convocação.

A mediação da OEA é considerada pelos países bolivarianos como “intervenção estrangeira” na Venezuela. “Antes, quando havia um conflito a OEA agia como patrão que vinha de fora resolver os nossos problemas internos, as vezes, da Embaixada dos Estados Unidos. Isso terminou, aqui temos a UNASUL e a CELAC”, afirmou Evo Morales.

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