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UnB debate desafios dos BRICs nos próximos 50 anos

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Nesta quinta-feira, a Universidade de Brasília (UnB), promove mais um encontro Quintas do Futuro, com o debate “Brics: Ascensão Econômica”. O evento é organizado pelo Laboratório de Estudos do Futuro e será realizado no salão de Atos da Reitoria, a partir das 14h30.

Para o debate, o professor Lytton Leite Guimarães, coordenador do Núcleo de Estudos Asiáticos (Neasia) do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares (CEAM) da UnB, receberá os embaixadores da China, Chen Duqing, e da Rússia, Vladimir Lvovitch Tyurdenev, o chefe da chancelaria da embaixada da Índia, Janakiraman Sarvesvaran, o gerente de educação empresarial do Instituto Euvaldo Lodi, Confederação Nacional da Indústria, Oto Morato, e o professor do Núcleo de Assuntos Estratégicos da presidência da República, o diplomata Paulo Roberto de Almeida.

De acordo com um estudo realizado pelo banco norte-americano Goldman Sachs, até 2050, o Brasil deve estar entre as seis maiores economias do mundo. Além dele, as demais nações conhecidas pela sigla BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China – podem se tornar as maiores forças da economia mundial, ultrapassando potências como Estados Unidos, Japão, Inglaterra, Alemanha, França e Itália.

Para Lytton Guimarães, o debate sobre o tema é pouco difundido no Brasil, principalmente no meio acadêmico. “É necessário trazer esse tema para o meio acadêmico. Assim veremos o que pode ser melhorado para que nosso crescimento seja contínuo”, afirmou o professor.

No entanto, nos seis primeiros anos deste século, o Brasil acumulou crescimento de cerca de 15%, abaixo do esperado pelo estudo e bem inferior ao dos demais países. No mesmo período, a China cresceu 63%, a Índia, 43%, e a Rússia, 41%.

Na avaliação do professor, “o que nos falta é investimento em educação e pesquisa”. Lytton Guimarães lembrou que o Brasil é, entre os quatro países do BRICs, o que tem o maior potencial para crescimento.

Segundo ele, “nós já superamos questões que os demais países ainda lutam para acabar, como uma democracia sólida, a ausência de problemas com países vizinhos e a boa imagem no cenário internacional. Na Índia, cerca de 500 milhões de pessoas ainda vivem com menos de um dólar por dia. Isso já não é mais comum por aqui”, destacou.

Além disso, o fato de o Brasil não possuir um programa nuclear hostil também contribui para a boa imagem do país junto à comunidade internacional e em órgãos como a Organização Mundial do Comércio (OMC) e Organização das Nações Unidas (ONU).

“A preocupação nacional é muito maior com problemas como a reforma agrária do que com defesa. Isso gera uma tranqüilidade para os investidores”, explicou Lytton Guimarães. O Brasil também compartilha com a Rússia, o fato de ser um país continental, com fartos recursos naturais e humanos, fatores que serão decisivos para as nações desenvolvidas.

Se as previsões feitas pelo estudo da Goldman Sachs se confirmarem, em até 40 anos, Brasil Rússia, Índia e China responderão por mais de 40% da população mundial e acumularão um PIB superior aos US$ 85 trilhões.

Serviço: Não é necessária a inscrição prévia para o evento. Mais informações pelo telefone 61 – 3307 2921.

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