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União Europeia faz esforço para garantir acordo comercial com o MERCOSUL

Brasília – Na quinta-feira, 9, o vice-presidente da Comissão Europeia para o Emprego, Crescimento, Investimento e Competitividade, Jyrki Katainen, visitou a Argentina e na sexta, 10, esteve no Brasil em um esforço para garantir a assinatura do acordo de livre comércio com o MERCOSUL. Diplomatas dos dois blocos estiveram reunidos entre os dias 6 e 10 em Brasília, em mais uma rodada de negociações. Em dezembro, os dois blocos voltam a tratar do assunto em Bruxelas e Buenos Aires.

De acordo com a Comissão Europeia, a presença de Katainen pretende fortalecer os entendimentos e agilizar o processo. Os europeus fixaram dezembro como data limite para a conclusão das negociações. Na visão europeia, há vontade política para que os dois blocos cheguem a um acordo ainda em 2017.

Em Buenos Aires, Jyrki Katainen teve reuniões com o presidente Mauricio Macri, com o ministro de Relações Exteriores, Jorge Faurie, e com membros do Parlamento. Na sexta, 10, em Brasília, ele reuniu-se com o presidente Michel Temer e com o ministro de Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira. Ainda em Brasília, houve uma reunião ampliada com os chanceleres da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Na sexta, 10, no Palácio do Planalto, a comitiva europeia de mais um passo em direção à conclusão do acordo comercial com o MERCOSUL. De acordo com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, os dois blocos estão próximos de viabilizar um acordo comercial até o final deste ano. Segundo ele, “já tivemos várias rodadas em que foram abordados temas de comércio, temas de regulamentos e concluímos hoje mais uma rodada de negociações”, informou após reunião com o presidente da República, Michel Temer, representantes do MERCOSUL e o vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen.

Segundo Nunes, o governo brasileiro, que exerce a presidência Pro-tempore do MERCOSUL, apresentou um pacote de intenções contendo números e mostrando a disposição de aproximação dos países membros do bloco da América do Sul e o bloco europeu.  “A partir de uma reação da União Europeia sobre esse pacote – se tiver um sinal positivo como esperamos – poderemos acelerar as negociações de tal maneira a concluí-la até o final deste ano. Enfim, o MERCOSUL se move”, explicou. Na sua avaliação, a conclusão das negociações pode ser um importante incentivo para que o MERCOSUL finalize acordos com outros blocos econômicos.

Na visão do representante da União Europeia, o acordo representa uma oportunidade de aumentar a confiança dos investidores e impactar de forma positiva o ambiente de negócios entre as nações. “Para os países membros da União Europeia, o acordo de associação proposta é de máxima importância. O primeiro resultado imediato vai ser que a confiança dos investidores crescerá […] e haverá uma expressão de interesse maior”, afirmou Katainen.

Importante relação bilateral, a abertura de um acordo de livre comércio com a União Europeia é uma das prioridades do governo brasileiro no âmbito do comércio exterior. As negociações entre os dois blocos para um acordo de livre comércio foram iniciadas em 1999, interrompidas em 2004 e relançadas em 2010. Por meio da remoção de barreiras tarifárias e aplicação de regras justas ao comércio entre os países, o objetivo é expandir ainda mais o comércio entre os dois blocos, com benefícios econômicos importantes para os países envolvidos.

Uruguai

Enquanto isso, o ministro da Economia, do Uruguai, Danilo Astori, defendeu a celebração do tratado de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia. Em discurso proferido na Câmara Uruguaio – Alemã, em Montevidéo, ele afirmou que essa a melhor maneira de o MERCOSUL superar seus problemas internos. Além disso, destacou a importância da aproximação do bloco com a Aliança do Pacífico que reúne Chile, Colômbia, México e Peru.

O Uruguai também expressou o seu apoio à presidência paraguaia do MERCOSUL que será iniciada em janeiro de 2018. De acordo com o Embaixador uruguaio em Assunção, Federico Perazza, “o Paraguai tem uma experiência positiva no desmantelamento de obstáculos que impedem uma verdadeira integração comercial entre os membros do bloco”.

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