Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 21h49

Comércio Exterior

21 de novembro de 2016
por: InfoRel
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Brasília - O Comissário de Agricultura da União Europeia, Phil Hogan, pediu aos países do MERCOSUL para “moderar suas expectativas” quanto ao Tratado de Livre Comércio em negociação entre os dois blocos. Ele fez esta afirmação após conhecer os detalhes acerca das vulnerabilidades para o setor bovino europeu por conta dos tratados comerciais já em vigor e em negociação.



Paralisadas desde 2004, as negociações entre a União Europeia e o MERCOSUL foram retomadas em 2010 e em maio deu-se a troca de listas de ofertas que deixaram de fora o etanol e as carnes. Na prática, os dois blocos buscam um tratado de livre comércio desde 1999 que beneficiaria cerca de 760 milhões de pessoas das duas regiões.



A última rodada de negociações entre os europeus e sul-americanos ocorreram em outubro em Bruxelas e deverão ter continuidade em março em Buenos Aires. Antes, é provável que haja uma reunião técnica para avaliar os avanços.



Mesmo entendendo que são necessárias medidas de proteção para os setores europeus mais sensível, a Espanha quer o tratado comercial com o MERCOSUL. A França lidera um grupo de países que resistem às negociações.



Atualmente, a União Europeia mantém 12 acordos de comércio, sendo dois já concluídos com Canadá e Vietnã, ampliados com Turquia e México, em negociação com Estados Unidos, MERCOSUL, Japão e Tailândia, e por negociar com Austrália e Nova Zelândia. Para os europeus, carne, arroz e açúcar estão entre os produtos que podem ser fortemente afetados pelos acordos.



Espanha



O ministro das Relações Exteriores, José Serra, realizará viagem à Espanha entre os dias 21 e 23 e o tratado de comércio com a União Europeia será um dos principais de sua agenda. Nesta segunda-feira, 21, ele manterá encontro com a Secretária de Estado do Comércio, María Luísa Poncela. Na terça-feira, 22, Serra será recebido pelo rei Felipe VI, pelo presidente de governo Mariano Rajoy, e terá reunião com o novo ministro de Assuntos Exteriores e Cooperação, Alfonso Dastis.



De acordo com o Itamaraty, nos encontros com as autoridades espanholas, também serão discutidos temas da pauta bilateral, como a cooperação em ciência, tecnologia e inovação, comércio e investimentos, e serão revisados assuntos da agenda regional, entre os quais as negociações de um acordo de livre comércio entre o MERCOSUL e a União Europeia.



No dia 23, o ministro participará de seminário empresarial, juntamente com os titulares das pastas de Transportes, Portos e Aviação Civil, Minas e Energia, e do Programa de Parceria de Investimentos. O evento será coordenado pela Agência Brasileira de Promoção das Exportações e dos Investimentos (APEX-Brasil) e sua homóloga espanhola, a ICEX-España Exportación e Inversiones. No evento, será apresentado aos investidores espanhóis o "Projeto Crescer", que prevê a licitação de 34 projetos na área de infraestrutura no Brasil.



A Espanha ocupa o terceiro lugar entre os maiores investidores individuais no Brasil, com um estoque de investimentos em 2014 de cerca de 53,8 bilhões de euros. Os investimentos brasileiros naquele país, da ordem de 14,7 bilhões de euros, apresentaram expressiva elevação nos últimos anos e fizeram do Brasil um dos principais investidores na Espanha, entre os países emergentes. Em 2015, a corrente de comércio entre Brasil e Espanha alcançou 5,8 bilhões de euros.



Coreia do Sul e MERCOSUL retomarão negociações em Buenos Aires



A Coreia do Sul e o MERCOSUL retomarão as negociações para um tratado de livre comércio nesta semana em reunião a ser realizada em Buenos Aires, Argentina. A informação é do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa que acaba de retornar de uma viagem a Seul onde reuniu-se com seu homólogo, Yun Byung-se.



Os dois concluíram que era momento de dar novo impulso às negociações que se encontram estancadas desde meados de 2005. O diálogo comercial entre a Coreia do Sul e o MERCOSUL é considerado fundamental pelas duas partes. 



De acordo com Nin Novoa, Argentina, Brasil, Paraguai e Venezuela, responderam positivamente à proposta sul-coreana para destravar as negociações. No ano passado, a corrente de comércio entre o MERCOSUL e a Coreia do Sul alcançou os US$ 12,2 bilhões.



Rodolfo Nin Novoa e Yun Byung-se também conversaram sobre o desenvolvimento de mísseis e armas nucleares pela Coreia do Norte. O Uruguai não mantém relações diplomáticas com Pyongyang e considera o governo norte-coreano uma ameaça para a comunidade internacional.


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