Brasília, 15 de outubro de 2018 - 19H43
União Europeia terá buraco de 12 bilhões de euros com o Brexit

União Europeia terá buraco de 12 bilhões de euros com o Brexit

19 de maro de 2018
por: InfoRel
Marcelo Rech, especial de Madri

O Brexit deixará para os países que seguirão formando a União Europeia, um buraco de 12 bilhões de euros que terão de ser assumidos pelos contribuintes dos países que permanecem no bloco. De acordo com a Comissão Europeia, não está descartado um aumento de impostos para financiar os novos objetivos, como o controle migratório e a segurança regional.

O orçamento da União Europeia é estabelecido a cada sete anos, já que os projetos que financia precisam de previsibilidade na hora de realizar os investimentos. Muitos deles são cofinanciados pelos estados. O próximo orçamento a ser aprovado abarcará o período 2021 – 2027, mas o tempo urge.

A Comissão Europeia já trabalha há alguns meses para encontrar fundos que cubram os cerca de 12 bilhões de euros anuais que serão perdidos com o Brexit, a saída do Reino Unido do bloco. Enquanto o orçamento de cada país se destina a cobrir os serviços públicos e financiar a Previdência, por exemplo, os recursos da União Europeia são direcionados à investimentos e de forma equilibrada. Além disso, muitos milhões de euros ajudam a solucionar problemas fora das fronteiras da União Europeia, sobretudo em relação ao controle migratório e à política de defesa comum.

Segundo dados da própria UE, nos últimos anos, o orçamento comunitário fora formado por 1% da Renda Nacional Bruta dos 28 países membros, e somente 2% do gasto público total da UE. Em outras palavras, cada cidadão europeu disfruta dos benefícios proporcionados pelo bloco por menos que o preço de um café diário.

A União Europeia tem realizado fortes investimentos em pesquisa e inovação, redes transeuropeias de transporte e energia, em programas de mobilidade para jovens e em atividades relacionadas com as ações exteriores do bloco. Bruxelas informa que, entre as prioridades da UE estão o fomento à convergência econômica para as regiões menos desenvolvidas, através de políticas de coesão que reforçam o mercado único e cria oportunidades para as empresas, os trabalhadores e os consumidores.

Cabe ao comissário europeu de orçamento, o alemão Gunter Oettinger, encontrar países “voluntários” dispostos a aportar mais dinheiro para tapar o buraco que será deixado pelos britânicos. Neste sentido, ele está percorrendo as capitais dos estados membros atrás de dinheiro, literalmente. Importante lembrar que o orçamento da União Europeia tem de ser aprovado por unanimidade tanto pelo Conselho da UE como pelo Parlamento Europeu.

Em Madri, Oettinger encontrou um clima favorável. A Espanha está disposta a dar uma força em troca dos fundos que financiam grandes obras e projetos. No dia 2 de maio, os países membros conhecerão melhor o tamanho do problema. Gunter Oettinger acredita que a saída do Reino Unido implicará um aumento entre 10% e 12% para as contribuições dos países.

Por outro lado, a União Europeia terá de promover cortes. Como diz o ditado por aqui, “quando um tio rico morre, há menos presentes no natal”. Uma vez aprovado o novo orçamento pelas instâncias comunitárias, a proposta segue para apreciação dos parlamentos nacionais que devem ratificá-la até 2019, ano em que haverá eleições para o Parlamento Europeu.

Enquanto Alemanha, Espanha, Itália e França apoiam um aumento do orçamento, Áustria, Dinamarca, Holanda e Suécia, são contra. Esses países entendem que se a UE perde um membro, o orçamento deve ser adequado à nova realidade, ou seja, deve ser reduzido também. Já Bélgica, Finlândia e Luxemburgo não querem nem discutir um possível aumento do orçamento europeu.

Caso não haja aumento do orçamento europeu e sua aprovação dentro dos prazos, cerca de 100 mil projetos financiados pela União Europeia poderiam ser abandonados.

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