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13/12/2016
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13/12/2016

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UNICEF revela que 70 milhões crianças latino-americanas são pobres

Brasília – De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), quatro de cada dez crianças da América Latina vivem em situação de pobreza. A estatística revela que 70 milhões de crianças da região vivem abaixo da linha da pobreza infantil. Desse total, 41% vive na extrema pobreza.

Para a diretora regional do UNICEF, María Cristina Perceval, esta situação “é inaceitável”. “Estes números não são apenas inceitáveis, mas mostram de forma contundente a violação dos direitos humanos de milhões de crianças, meninos e meninas, direitos que estão assegurados na Convenção dos Direitos das Crianças, ratificado por todos os Estados da região e que se comprometeram a honrar e cumprir”, afirmou.

Durante a celebração dos 70 anos do UNICEF, María Cristina Perceval, destacou que “nas últimas décadas os avanços econômicos, culturais e sociais para a região impactaram positivamente no bem estar da população infantil, o que permitiu uma melhora institucional na proteção dos direitos de meninos, meninas e adolescentes. No entanto, a América Latina segue sendo a região mais desigual do mundo, onde 70 milhões de um total de 195 milhões de crianças, vivem na pobreza e 28,3 milhões, na extrema pobreza”.

Para chegar a estes números, o UNICEF recorreu à análise de dez dimensões para identificar as causas da desigualdade infantil: desnutrição, saúde, educação, incorporação da informação, saneamento, habitação, ambiente, proteção contra a violência, proteção contra o trabalho infantil e interação social.

Este enfoque, denominado “pobreza multi-dimensional infantil”, interioriza os controles de rotina de saúde a que têm acesso as crianças, sua escolaridade, as condições de habitação, e os episódios de violência verbal ou física que sofreram crianças de entre 2 e 17 anos, entre outros indicadores.

María Cristina Perceval explicou que “3,6 milhões de meninos e meninas com idade para assistir a escola primária não o fazem, ou melhor, não tiveram a oportunidade e as condições para fazê-la. Esta desigualdade não é inevitável, como não é inevitável que 7 de cada 10 crianças com necessidades especiais não possam ir à escola na América Latina e no Caribe”, disse.

A diretora regional do UNICEF defendeu ainda que a missão de superar a desigualdade na América Latina não é responsabilidade exclusiva da gestão de governos, mas “de toda a sociedade que deve ter voz ativa e vibrante de um movimento que reconheça que os direitos da infância são realmente prioritários”.

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