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16/03/2016
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16/03/2016

Integração Regional

Uruguai quer MERCOSUL e Aliança do Pacífico trabalhando em conjunto

Brasília – O ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou em audiência pública do Parlamento do MERCOSUL, que o país trabalha para que os dois blocos trabalhem em conjunto. Novoa prestou contas sobre os planos do Uruguai que neste semestre preside o MERCOSUL. Ele lembrou ainda que o bloco completará 25 anos em 2016 com uma imagem negativa e poucos resultados efetivos.

Novoa foi claro ao afirmar que a prioridade da presidência uruguaia será a aproximação com a Aliança do Pacífico e o intercâmbio de ofertas com a União Européia. Uma reunião de chanceleres do MERCOSUL e da Aliança do Pacífico está por ser confirmada ainda para este mês. Ela deveria ter sido realizada em fevereiro conforme decidiram os presidentes na última cúpula do MERCOSUL, realizada em dezembro no Paraguai.

No entanto, as negociações com a UE não são as únicas que o Uruguai pretende fazer avançar durante este semestre. De acordo com o chanceler uruguaio, o diálogo com o Canadá, China, Índia e os países da EFTA, também serão priorizados como forma de revitalizar a agenda externa regional.

Rodolfo Nin Novoa, no entanto, sabe que terá de propor uma análise conjunta dos demais países do MERCOSUL para poder dinamizar a agenda extra-regional do bloco. Na sua avaliação, “é preciso confrontar flexibilidade versus rigidez no atual estado do processo de integração”.

O Uruguai também quer fortalecer o Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM) e lançar em sua presidência, o FOCEM 2. Além disso, fazer com que a Venezuela cumpra com todas as normativas vigentes do bloco até agosto deste ano, pôr em funcionamento o subgrupo sobre integração fronteiriça e revisar o Plano Estratégico de Ação Social do MERCOSUL.

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