Relações Exteriores

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Estratégia

Venezuela aposta no Brasil para desenvolver sua indústria

Caracas – O presidente Hugo Chávez afirmou que as relações entre Brasil e Venezuela vão além da cooperação econômico-comercial e contemplam o desenvolvimento industrial de ambos. Na última segunda-feira, ele recebeu o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

De acordo com Chávez, passadas as próximas eleições presidenciais naquele país, “as relações bilaterais receberão um novo impulso com uma série de novos projetos em escala mais ambiciosa”.

Na oportunidade, foram assinados sete convênios com empresas brasileiras para o desenvolvimento de cadeias produtivas e a formação de empresas binacionais para a fabricação de portas e janelas e demais implementos para casas populares.

Atualmente, o intercâmbio comercial entre os dois países está na casa dos US$ 6 bilhões.

Análise da Notícia

O governo brasileiro está preocupado com a situação política na Venezuela. Com a doença de Hugo Chávez tratada como segredo de Estado, rumores acabam alimentando temores.

Para as empresas brasileiras, a Venezuela se converteu durante os oito anos de Lula, num importante aliado comercial.

No entanto, Hugo Chávez não tem sido lá um exemplo quando o assunto é honrar compromissos. A balança comercial pende favoravelmente ao Brasil, mas pouco do que se vende é pago em dia.

A Venezuela destaca-se como um país que produz muito pouco. Compra de produtos sensíveis, material bélico e caças, até arroz, feijão e tomates.

Com a Colômbia de Juan Manuel Santos, Chávez reduziu em parte a dívida, mas com o Brasil, só conversa fiada.

A construção da refinaria Abreu e Lima em Pernambuco é outro empreendimento que não conta com os recursos assumidos pelo líder bolivariano. Por enquanto, apenas a Petrobras colocou dinheiro na obra.

Brasília quer que Caracas coloque as contas em dia para não ter que voltar a discutir a relação, afinal, Dilma não é Lula.

 

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