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26/04/2016
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26/04/2016

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Venezuela assume presidência da UNASUL em reunião de chanceleres

Brasília – A Venezuela assumiu a presidência pro tempore da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), em reunião de chanceleres realizada em Mitad del Mundo, Equador, no último sábado, 23. A ministra Delcy Rodríguez recebeu o comando do bloco do chanceler uruguaio Rodolfo Nin Novoa.

A transmissão da presidência da UNASUL deveria dar-se em Cúpula dos Chefes de Estado dos países membros no dia 17 de abril, mas as crises na Bolívia, Brasil, Equador e Venezuela, impediram que o evento se realizasse. O encontro de sábado  foi preterido já que a maioria dos presidentes preferiu prestigiar a assinatura dos acordos de Paris, em Nova York, incluindo a presidente Dilma Rousseff. Caberá agora à Venezuela convocar a Cúpula presidencial da UNASUL. 

O Brasil foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia. De acordo com a própria UNASUL, Garcia teria trabalhado para incluir na Declaração de Quito, a preocupação dos países membros com o suposto golpe de Estado parlamentar em curso no Brasil.

No entanto, não houve consenso e os dois documentos aprovados ignoram qualquer manifestação relacionada com a crise política brasileira. Os ministros preferiram destacar a solidariedade regional com as vítimas dos desastres naturais ocorridos no Equador, Chile e Uruguai, que nas últimas semanas enfrentaram graves ocorrências com um terremoto e inundações.

Venezuela

Mergulhada numa crise política agravada pela escassez de alimentos e medicamentos, a Venezuela assume a UNASUL com o objetivo de liderar a agenda política do bloco.

Segundo a ministra Rodríguez, “hoje que começamos o exercício da presidência pro tempore nós chegamos carregados da consciência do nosso libertador, da consciência de nossos pais independentistas e também da alma e coração de nossos povos para seguir caminhando juntos, para seguir juntos enfrentando todas as ameaças e perigos que possam desatar-se sobre nossos países”. 

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