Brasília, 18 de outubro de 2018 - 18h28

Corrida Armamentista

18 de maro de 2011
por: InfoRel



De acordo com a organização não-governamental Controle Cidadão para a Segurança, a Defesa e a Força Armada Nacional, as Forças Armadas da Venezuela atuam como “braço armado” do Poder Executivo.



 



A entidade informou que nos últimos seis anos, o governo venezuelano gastou US$ 15 bilhões em armamentos.



 



Desse total, US$ 8,5 bilhões foram destinados a compras militares da Rússia, principal provedor de armas da Venezuela à frente de China e Espanha.



 



O documento revela que Hugo Chávez comprou apenas da Rússia 105 mil fuzis, 2 mil lança mísseis e foguetes, 92 tanques, 36 aviões de caça e nove submarinos, bem como canhões e sistemas de mísseis.



 



A ONG acredita ainda que as compras militares venezuelanas podem alcançar US$ 30 bilhões já que existe uma brecha entre o que é anunciado pelo governo e o que realmente chega ao país.



 



A Venezuela adquiriu material militar de 14 países e realizou 18 anúncios de compras. Não se sabe em que etapa do processo caminham esses acordos militares.



 



Além disso, a maioria dos acordos militares firmados pela Venezuela não passam pelo Congresso do país o que dificulta qualquer tipo de controle ou fiscalização.



 



Para a presidente do Controle Cidadão, o futuro profissional dos integrantes das Forças Armadas está em jogo por conta da politização da instituição. Rocío San Miguel afirmou que “as Forças Armadas são um braço armado do Executivo Nacional”.



Ela manifestou preocupação também com a militarização da Sociedade Civil.



 



“A Milícia Nacional Bolivariana se converteu no quinto componente das Forças Armadas, o que viola a Constituição do país”, destacou. O governo pretende constituir 60 batalhões de milícias apenas em Caracas.



 



San Miguel denunciou também que a inclusão de pessoal cubano em cargos estratégicos dentro das Forças Armadas é outro ponto desestabilizador.



 



Segundo ela, cubanos estariam desenvolvendo atividades de inteligência e contra-inteligência dentro das Forças Armadas do país o que pode ser considerado como um ato de traição à pátria.

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