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Política

06 de julho de 2016
por: InfoRel

Brasília - A Venezuela não assumirá a presidência pro tempore do MERCOSUL pelo menos até agosto, por pressão do Brasil. No dia 11, haverá uma reunião de chanceleres para discutir a crise social e política na Venezuela. Somente após esta reunião é que os países começarão a dialogar sobre o futuro do país no bloco. O encontro será realizado em Montevidéu e o ministro José Serra só participará se uma viagem à China não for confirmada.



O Uruguai preside o MERCOSUL e já deixou claro que pretende transferir o mando à Venezuela como prevê o sistema de rodízio do MERCOSUL. No entanto, Serra argumentou que Caracas não cumpre com todas as obrigações institucionais previstas no Protocolo de Adesão ratificado pelos países membros.



Na prática, o Brasil usou este argumento ante a resistência uruguaia em permanecer por mais seis meses à frente do MERCOSUL. Serra explicou que a Venezuela poderá presidir o bloco quando “realmente conclua com todos os requisitos exigidos e que faz quatro anos que não cumpre”.



Ele afirmou ainda que a Venezuela é um problema “pelas dificuldades internas e disposições não cumpridas”. Além disso, enfatizou, “a presidência (do MERCOSUL) tem que ser fruto de uma unanimidade que hoje não existe”.



Por outro lado, a ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, classificou as declarações do chanceler brasileiro de “insolentes e amorais” e que no Brasil “está em curso um golpe de Estado”.



Negociação



De acordo com fontes da chancelaria uruguaia, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso participou ativamente das conversas com Tabaré Vázquez, Rodlofo Nin Novoa e Danilo Astori. Participaram ainda do encontro, o ex-presidente Julio María Sanguinetti e o vice-ministro de Relações Exteriores, José Luis Cancela.



Além da Venezuela, eles trataram da crise política no Brasil. A comitiva brasileira esforçou-se para convencer os uruguaios de que a presidente afastada Dilma Rousseff não volta ao poder e que os próximos dois anos e meio serão dedicados à estabilização do país.


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