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13/02/2016
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13/02/2016

Integração Regional

Venezuela promete seguir caminho de Chávez, Kirchner e Lula na UNASUL

Brasília – No dia 17 de abril, a Venezuela assumirá a presidência pro tempore da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) e de acordo com a ministra de Relações Exteriores, Delcy Rodríguez, “seguiremos traçando o caminho e o compromisso de união deixados pelos líderes Hugo Chávez, Néstor Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva”. No segundo semestre, a Venezuela assumirá também o comando do MERCOSUL.

Rodríguez se reuniu nesta sexta-feira, 12, em Caracas, com o Secretário-Geral da UNASUL, Ernesto Samper Pizano, e o ex-presidente da República Dominicana, Leonel Fernández, que entregaram um documento relativo às eleições legislativas de 6 de dezembro quando a oposição impôs uma dura derrota ao governo venezuelano, recuperando o controle da Assembleia Nacional após 17 anos.

Segundo ela, “essa missão pediu para testemunhar como se viveu um processo de paz e como se deram resultados eleitorais transparentes”. Na oportunidade, a UNASUL participou do processo com 50 técnicos e que teve a participação de 74,25% dos venezuelanos aptos a votarem. Os técnicos da UNASUL se fizeram presentes em 25 municípios de 9 estados, visitando mais de 100 centros eleitorais e 300 mesas de votação.

A Missão Eleitoral da UNASUL apresentou nove recomendações ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), entre elas, medidas para o fortalecimento do sistema automatizado de votação, critérios para o uso de recursos públicos nas campanhas eleitorais, maior transparência sobre o financiamento das campanhas, e melhores condições de acesso dos meios de comunicação à todas as forças políticas.

Delcy Rodríguez e Ernesto Samper também conversaram sobre a agenda regional e o processo de sucessão do Secretário-Geral da UNASUL que deve ocorrer em setembro. Samper trabalha para construir consenso em torno do seu nome para um novo mandato de dois anos à frente do bloco.

No entanto, sua reeleição enfrenta resistências da Argentina, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru, mas tem o apoio de Bolívia, Brasil, Equador, Venezuela e Uruguai. Guiana e Suriname ainda não têm posição a respeito do tema.

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