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Venezuela quer dissolver Assembleia e Guarda Bolivariana se alinha ao governo

Brasília – O governo venezuelano estuda dissolver a Assembleia Nacional hoje controlada por maioria oposicionista ao mesmo tempo em que a Guarda Nacional Bolivariana se alinha ao governo do presidente Nicolás Maduro. A bancada chavista deve pedir ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlada pelo regime, para que dissolva o parlamento se a oposição insistir em realizar o referendo revocatório para o qual foram colhidas as assinaturas necessárias como prevê a Constituição.

Para os chavistas, a oposição viola a Constituição, trai a pátria, usurpa funções e abusa de sua autoridade em política exterior. Empossada em 5 de janeiro, a nova Assembleia Nacional teve todas as suas decisões rejeitadas ou anuladas pelo TSJ a pedido do presidente Maduro.

Paralelamente, o comandante da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), polícia militarizada da Venezuela, Néstor Reverol, também se manifestou contra a oposição e disse que as Forças Armadas rejeitam as recentes declarações do presidente da Assembleia Nacional, Henry Ramos Allup, justamente sobre as ações da GNB. Allup afirmou recentemente que a GNB é integrada por “malandros e sem vergonhas”. No sábado, 25, Henry Ramos Allup passou por uma rigorosa inspenção por parte da Guarda Nacional quando retornava de Washington.

Nos Estados Unidos, o presidente da Assembleia Nacional participou da sessão da Organização dos Estados Americanos (OEA), sobre a crise na Venezuela. Na oportunidade, ele também criticou a participação de militares na política do seu país. A discussão sobre a Venezuela foi aprovada por 20 dos 34 membros da OEA, incluindo o Brasil.

A oposição venezuelana também reafirmou seu interesse em dialogar com o governo desde que o referendo revocatório seja mantido.

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