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Venezuela quer importar todo o etanol do Brasil

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Nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, esteve em Brasília quando se reuniu com o chanceler Celso Amorim por cerca de duas horas. Os dois avaliaram os resultados da Cúpula Energética realizada na Venezuela há 15 dias e discutiram temas como a criação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), que deverá substituir a Comunidade Sul-Americana de Nações (Casa).

Maduro anunciou que o seu país pretende incrementar a compra de etanol produzido a partir da cana-de-açúcar e que um acordo entre os dois países deverá ser fechado nos próximos meses.

Pelo acordo, a Venezuela, que criticou o programa de biocombustível, poderá comprar praticamente toda a produção brasileira. Para tanto, deverá ser reativada a Comissão Binacional Brasil – Venezuela, para definir as condições e a quantidade que será importada pelo país. Nos dias 21 e 22 de junho, o ministro Celso Amorim estará em Caracas, quando tratará do assunto.

O principal comprador brasileiro de etanol são os Estados Unidos. Do total de 3.4 milhões de litros produzidos no ano passado, os norte-americanos compraram 1.7 milhões. Até o momento, a Venezuela ocupa o sexto lugar entre os compradores com 104 milhões de litros.

Na avaliação de Nicolás Maduro, a exploração das críticas feitas pelos presidentes Hugo Chávez e Fidel Castro, contrários à produção dos biocombustíveis, pretendia apenas criar intrigas e dividir os países da região.

Segundo ele, Lula e Chávez compartilham uma amizade pessoal e confiança política a prova de furacões, intrigas e mentiras, razão pela qual as relações entre os dois países, nos últimos quatro anos, foram mais intensas que em 200 anos.

Defesa

Nicolás Maduro também falou sobre a compra de armas que o governo venezuelano tem efetuado junto à Rússia e garantiu que não serão problemas para as relações bilaterais. De acordo com o chanceler, o presidente Hugo Chávez trabalha para modernizar as Forças Armadas do país, que não se constituem numa ameaça aos vizinhos.

O ministro explicou que os militares do país têm uma orientação “latino-americanista” e desempenham suas funções voltados para a integração das Forças Armadas da região.

Para Maduro, há uma “campanha de mentiras que favorece apenas os fornecedores de armas dos Estados Unidos. As Forças Armadas da Venezuela têm uma doutrina humanista, integracionista e bolivariana que começou com Bolívar e foi resgatada pelo presidente Hugo Chávez,” afirmou.

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