Brasília, 19 de outubro de 2018 - 00h52

Venezuelano denuncia estratégia norte-americana

08 de setembro de 2009
por: InfoRel

O deputado Carlos Escarrá, um dos líderes do governista Partido Socialista  Unido da Venezuela (PSUV), afirmou em Brasília onde esteve na última sexta-feira, que os Estados Unidos tentaram implodir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), mas que o equilíbrio de Brasil e Argentina evitou o pior.


Ele se referia à reunião da Unasul realizada em Bariloche para discutir o acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos.


Pelo acordo, os norte-americanos poderão utilizar sete bases colombianas com 800 soldados e 600 civis. Oficialmente, o acordo pretende intensificar o combate ao narcotráfico.


De acordo com Escarrá, "essas bases servem para controlar toda a região e não apenas a Venezuela. A posição de Brasil e Argentinan salvou a Unasul que se fortalece como pólo de poder, algo que não é aceito pelos Estados Unidos".


Para o deputado, os Estados Unidos têm interesse num conflito entre Colômbia e Venezuela.


"O Plano Colômbia emprestou formalidade à ingerência norte-americana na região. E não importa se o governo é Republicano ou Democrata, alimentar divergências na América Latina é uma regra", explicou.


Carlos Escarrá enfatizou que as bases colombianas que serão utilizadas pelos Estados Unidos estão posicionadas em direção à Venezuela e Equador. "Por onde saem 80% da droga colombiana não há bases", denunciou.


Ele destacou ainda que a Venezuela rompeu com a agência norte-americana de combate às drogas, DEA, há três anos sem que nenhum traficante tenha sido preso. "Sem o pretenso apoio norte-americano, o governo venezuelano colocou 33 chefes do tráfico na cadeia", assinalou.


Segundo Escarrá, "os Estados Unidos tentam criar um ambiente de provocação que faça a Venezuela reagir e com isso, terem argumentos para interferir na região".


Bases para a paz


De acordo com Carlos Escarrá, os Estados Unidos mantém 1.600 bases militares em todo o mundo - o único país que tem bases fora de seu território.


"Estamos dispostos a construir 1.600 bases para a paz, onde as pessoas que se opõem a essa política de intromissão possam dizer o que pensam", afirmou.


Marchas


O deputado explicou que as marchas convocadas contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, é outra obra dos Estados Unidos que "pretende dividir o mundo entre chavistas e não-chavistas".


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