Compras militares: criticar é fácil
08/09/2009
Ciência & Tecnologia
09/09/2009

Venezuelano denuncia estratégia norte-americana

Venezuelano denuncia estratégia norte-americana

O deputado Carlos Escarrá, um dos líderes do governista Partido Socialista  Unido da Venezuela (PSUV), afirmou em Brasília onde esteve na última sexta-feira, que os Estados Unidos tentaram implodir a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), mas que o equilíbrio de Brasil e Argentina evitou o pior.

Ele se referia à reunião da Unasul realizada em Bariloche para discutir o acordo militar firmado entre Colômbia e Estados Unidos.

Pelo acordo, os norte-americanos poderão utilizar sete bases colombianas com 800 soldados e 600 civis. Oficialmente, o acordo pretende intensificar o combate ao narcotráfico.

De acordo com Escarrá, “essas bases servem para controlar toda a região e não apenas a Venezuela. A posição de Brasil e Argentinan salvou a Unasul que se fortalece como pólo de poder, algo que não é aceito pelos Estados Unidos”.

Para o deputado, os Estados Unidos têm interesse num conflito entre Colômbia e Venezuela.

“O Plano Colômbia emprestou formalidade à ingerência norte-americana na região. E não importa se o governo é Republicano ou Democrata, alimentar divergências na América Latina é uma regra”, explicou.

Carlos Escarrá enfatizou que as bases colombianas que serão utilizadas pelos Estados Unidos estão posicionadas em direção à Venezuela e Equador. “Por onde saem 80% da droga colombiana não há bases”, denunciou.

Ele destacou ainda que a Venezuela rompeu com a agência norte-americana de combate às drogas, DEA, há três anos sem que nenhum traficante tenha sido preso. “Sem o pretenso apoio norte-americano, o governo venezuelano colocou 33 chefes do tráfico na cadeia”, assinalou.

Segundo Escarrá, “os Estados Unidos tentam criar um ambiente de provocação que faça a Venezuela reagir e com isso, terem argumentos para interferir na região”.

Bases para a paz

De acordo com Carlos Escarrá, os Estados Unidos mantém 1.600 bases militares em todo o mundo – o único país que tem bases fora de seu território.

“Estamos dispostos a construir 1.600 bases para a paz, onde as pessoas que se opõem a essa política de intromissão possam dizer o que pensam”, afirmou.

Marchas

O deputado explicou que as marchas convocadas contra o presidente venezuelano Hugo Chávez, é outra obra dos Estados Unidos que “pretende dividir o mundo entre chavistas e não-chavistas”.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *