Brasília, 15 de dezembro de 2018 - 19h52

Conselho de Segurança da ONU é prioridade para MRE

08 de novembro de 2007
por: InfoRel
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O Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, defendeu nesta quinta-feira no encerramento do VII Encontro Nacional de Estudos Estratégicos, em Brasà­lia, a pretensão do Brasil de ocupar um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

De acordo com Pinheiro Guimarães, a obtenção da vaga é a prioridade número um da polà­tica exterior do Brasil. Ele disse ainda que o Brasil não será obrigado, se vier a integrar o colegiado, a enviar tropas para operações de paz ou de intervenção militar.

"O Conselho de Segurança é o órgão mais importante no sistema polà­tico e militar do mundo. Os cinco permanentes têm o direito de vetar o uso da força e até mesmo do tema se não for do seu interesse. É de importância extraordinária para o Brasil. Os custos para o Brasil são extremamente baixos. O custo de não participar é que será alto. Estamos querendo entrar onde ninguém mais quer sair”, afirmou.

"Alguns dizem que o paà­s deveria se desenvolver primeiro antes de pleitear o assento, mas os temas surgem quando surgem. Japão, àndia e Alemanha integram com o Brasil o G-4 nessa luta e o paà­s está em muito boa companhia, assegurou.

O embaixador fez questão de afirmar que o "Brasil não tem qualquer pretensão de intervir em nenhum paà­s, nem pretensão de dizer como devem se organizar e não aceita que nenhum paà­s venha nos dizer como devemos nos organizar. Não queremos impor condições e isso é um diferencial. Relação com os vizinhos não está condicionada com o apoio deles ao Brasil".

Já o General Jorge Armando Félix, do GSI/PR pensa diferente. Na sua opinião, "a participação do Brasil em alianças deve ser bem pensada, pois geralmente são feitas contra algo. O Conselho de Segurança é importante, mas é preciso ter Forças Armadas aparelhadas e modernas para dar respaldo à  essa pretensão. O Brasil no Conselho de Segurança entraria em operações de imposição de força, de guerra. São temas que devem ser pensados. Além das Forças Armadas, a sociedade precisa estar preparada", explicou.

A segunda prioridade da polà­tica exterior diz respeito à s relações com os paà­ses vizinhos – o Brasil é o terceiro paà­s do mundo com mais vizinhos atrás apenas da Rússia e da China. Para o diplomata, “o Brasil quer uma América do Sul forte e coesa, que tenha condições de participar de maneira uniforme nas diversas negociações internacionais”.

O embaixador reconheceu que a região lida com uma “extraordinária” assimetria, pois o Brasil é 50% de qualquer coisa na região.

Relações Exteriores e Defesa

Samuel Pinheiro explicou que Relações Exteriores e Defesa podem ser vistos pelo sistema internacional que se caracteriza pela concentração de poder. Segundo ele, os gastos militares dos Estados Unidos é superior aos das dez maiores nações mundiais. Enquanto o PIB mundial é de US$ 35 trilhões, o dos Estados Unidos é de US$ 13 trilhões.

De acordo com o diplomata, na periferia do sistema há aumento da população e diminuição de poder e quem está no centro quer preservar seu poder.

“Os maiores poluidores querem continuar poluindo e dividindo isso com os que estão na periferia. No comércio, subsà­dios para os ricos, o que não vale para outros como o Brasil. Paà­ses altamente armados vão continuar se armando e os desarmados, serão obrigados a se desarmarem ainda mais”, advertiu.

Segundo ele, “se fizerem uma lista dos dez maiores paà­ses em termos de território, população e economia, China, Estados Unidos e Brasil estarão nela. O Brasil jamais será um paà­s pequeno e o modelo de pequenos paà­ses não se aplicam ao Brasil”.

Na avaliação do embaixador, há uma expansão crescente dos interesses do Brasil no exterior, especialmente na América do Sul, mas também na àfrica, Estados Unidos e àsia.

“Na medida em que esses interesses se expandem, o sistema cria divergências e torna cada vez mais complexa a situação da polà­tica externa brasileira, inclusive quanto aos temas de Defesa”, revelou.

Para Samuel Pinheiro Guimarães a capacidade operacional da Defesa é fundamental para a execução da polà­tica externa. “Temos de ter a consciência disso, da Defesa disuassória e os orçamentos da Defesa são grandes pólos de desenvolvimento da indústria de ciência e tecnologia”, explicou.

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